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Foto: Lucas Micheluzzi
O cantor, compositor e guitarrista Lucas Micheluzzi, que responde pelo projeto autoral Lóca, tem uma característica tão importante quanto o talento, já comprovado pela sua discografia, que traz três álbuns e muitos outros materiais lançados desde 2021. O artista de Blumenau nasceu com um notável senso de urgência: em gravar, em fazer parte, em ser original e em aprender. Ao passo em que vem desvendando os mistérios da IA (Inteligência Artificial) nos vídeos que tem publicado nas redes sociais, a música de Lóca nunca soou tão orgânica e cerebral como nos singles apresentados neste ano, “Retorno do dito pródigo” e “Composto de tempo”, que saíram em maio e julho nas plataformas digitais, respectivamente. As faixas foram captadas por João Paulo Silva, com mixagem de Júnior Marques e masterização de Gabriel Reinert.
O um fato curioso sobre essas canções é que elas foram escritas entre 2007 e 2008 e estavam na gaveta. A última, inclusive, tinha sido descartada, mas ganhou vida com um novo arranjo depois de mostrar para o baixista Otávio Wobeto e o baterista Matheus Barsotti, que participaram das gravações dos seus álbuns — os singles também contam com a participação de Felipe Kremer nos teclados. “O conceito dela era muito bom, mostrei para eles e fizemos uma jam, fui trabalhando em cima dos arranjos, modificando, botamos um instrumental no meio. É uma releitura de uma composição minha”, contou. Complexas no tema e na forma, “Composto de tempo” e “Retorno do dito pródigo”, abrem uma nova fase para o artista, que está focado em tocar ao vivo. Em contato com o Rifferama, Lóca falou sobre as possibilidades que vê para o seu som particular.
— Apesar de ser uma música mais densa, que em alguns momentos tem um nível de erudição, eu tinha que fazer com que o meu repertório ficasse mais possível para circulação, estava muito sala de teatro. Comecei a fazer arranjos para poder tocar em casa de show, esse trabalho está vindo parar abrir um panorama de possibilidades. Se consigo tocar em espaços menores, teatros e se eu trabalhar p voz e violão bem montado tenho quase todos os cenários resolvidos para fechar show em qualquer tipo de espaço para o público independente e alternativo. Antes o que eu achava ser uma fragilidade, o meu som ser muito particular, agora pareço me encaixar em muitos lugares. A captação está mais simples, fazendo tudo na raça, produzindo meus conteúdos, para permitir que isso seja um projeto mais saudável. Parece que fiz umas duas faculdades esse ano, de tanta coisa que aprendi, agora me falta circular mais, não ficar só no online.
Ficha técnica
Composição, letra, voz e guitarra: Lucas Micheluzzi
Baixo: Otávio Wobeto
Bateria: Matheus Barsotti
Teclados: Felipe Kremer
Captação: João Paulo Silva
Mixagem: Júnior Marques
Masterização: Gabriel Reinert
Assessoria de Imprensa: OrBe Comunicação

