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Vitor D’Lin reencontra a sua essência em álbum de estreia

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Foto: Janis

A trajetória de Vitor D’Lin na música é um pouco incomum. Natural de Joinville, o artista estudou bateria e percussão na Univali (Bacharelado), em Itajaí, estreou solo fazendo participação em um single da cantora e compositora Tamires Pereira em 2023, No ano seguinte lançou o seu primeiro trabalho, o EP “Deixa eu tentar mais uma vez”, gravado ao vivo (violão e voz — e teclado em uma das cinco faixas) no estúdio do produtor Elieser de Jesus: ambas as experiências aconteceram na mesma cidade onde estudou. É com o álbum “Voltando pra mim mesmo”, que será lançado no dia 24 de julho nas plataformas digitais, que o público conhecerá o verdadeiro som de D’Lin, que até o momento divulgou dois singles desse material: a canção que batiza o registro saiu em maio e “Manhã” foi divulgada no começo deste mês. Antes, no dia 3 de julho, o músico ainda apresenta “Minha casa”, parceria com Raul Silter.

Produzido por Elieser de Jesus, que também tocou piano no disco, “Voltando pra mim mesmo” é folk brasileiro, trazendo elementos do samba, da música caipira e outras referências do cancioneiro popular. Participaram das gravações Pedro Sprogis (viola de arco e violino) e Marco Antônio (violão de nlyon e guitarra), instrumentistas que também acompanham o artista ao vivo. Além dos arranjos elaborados, o álbum reflete uma jornada de autoconhecimento. Em abril deste ano, o artista comemorou os 28 anos durante uma viagem de bicicleta até o Uruguai, sonho que foi interrompido pela pandemia, em 2020. “Voltando para mim mesmo” é um trabalho construído por vivências fora dos palcos, observando paisagens e revisitando questões pessoais. Em contato com o Rifferama, Vitor D’Lin refletiu sobre o processo que resultou no seu disco de estreia.

— Eu fiz uma viagem de bicicleta quando já tinha estourado a pandemia, a fronteira do Uruguai não abriu e acabei voltando. Enfrentei um processo depressivo junto disso tudo, mas essa viagem sempre ficou na minha cabeça. Fui vivendo a minha vida, não tinha nada na música, batalhei muito, comecei a tocar outros instrumentos e apareceu a oportunidade de fazer voz e violão e nunca mais parei. Me formei em musicoterapia, conquistei muitas coisas, mas ainda sentia um desânimo. Será que a vida é isso mesmo, ficar dando aula e tocando? Decidi ir para o Uruguai encerrar esse ciclo. Essa viagem surgiu da necessidade de me entender como pessoa fora da sociedade. Sou uma pessoa muito melhor fora da minha rotina, quando não tenho que entregar deveres. Foi bem importante para dar passagem a coisas novas. Consegui uma consciência maior.

Neste sábado (20), Vitor D’Lin faz o show de pré-lançamento do álbum no Teatro do SESC, em Joinville, gratuito. Mais informações


Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

Um comentário

  1. Linda história, mas ser a mãe de alguém que sai de bicicleta por aí não é tão fácil kkkkk
    Tenho orgulho dessa coragem e da arte que sai dessa cabeça/coração!

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