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Johnny Bosco abre “usina de criação” para primeiro álbum (2024)
Com amigos na retaguarda, Johnny Bosco lança projeto solo (2021)
Foto: Antonio Rossa
“Segredos de estado de espírito”, primeiro álbum solo de Johnny Bosco, lançado em 15 de julho nas plataformas digitais, começou a ser construído em 2019. Com uma banda base formada pelo próprio artista (voz, guitarra e violão), Lucas Lermen (baixo) e Richard Bondan (bateria), e um trio de compositores (Bosco, Antonio Rossa e Kalunga Heidenreich assinam seis das 11 faixas), o material tem uma identidade forte, principalmente na temática. “Todas elas têm um fio, estão colocadas como se fossem uma tomada de consciência mesmo. As letras vão revelando segredos de estado de espírito”, contou o músico, que teve muitos outros parceiros nesse processo, tanto na criação das canções (o disco também tem parcerias com Rogério Otto e Hélio Calandrini) quanto na produção e gravação — confira a ficha técnica abaixo.
A escolha dos singles para a divulgação do material, que começou em 2021 com o rock de energia punk “Cosmic Desires”, já indicava a variedade estética do álbum. No ano seguinte, Bosco lançou o country “O bom, o mau, o feio”, com videoclipe dirigido por Rossa, e em 2024 saiu a balada folk “Órbita”, escolhida para abrir o registro. “Segredos de estado de espírito” ainda traz “O conto do homem bom”, que não foi utilizada no disco da banda Draconica (2018), da qual Bosco fez parte, e flerta com o eletrônico e a psicodelia. A principal preocupação do cantor, compositor e multi-instrumentista era ter um trabalho que o representasse em todos os sentidos. Mesmo com tantas parcerias e não seguindo apenas sonoridade, o álbum apresenta um retrato abrangente das referências do artista.
— O disco está mais abrangente. A ideia era essa, não foi uma busca técnica, pela perfeição, para deixar tudo ajustado. De certa maneira, ter gravado aquele disco com o Antonio (“Fui avisado que o mundo mudou”, de 2022) antes foi uma inspiração, de ir fazendo e ver no que vai dar. Outras músicas foram gravadas nesse período, mas essas são as que tinham um corpo e o encaixe delas no álbum faz sentido. É realmente o melhor do meu trabalho musical até então, é o que mais me identifiquei de 2019 para cá. Estou muito feliz com esse disco, sinto a minha digital toda nele. Foi um trabalho que foi bem fundido os talentos. A temática das letras é de uma pessoa tomando consciência das coisas, mudando a percepção. Algumas que o Antonio escreveu estavam muito adequadas para a vida que eu estava levando, então foi tudo se encaixando.
Ficha técnica (Por ordem de aparição)
Voz, guitarra, violão, baixo, teclas e bateria: Johnny Bosco
Baixo: Lucas Lermen, Rogério Otto (faixas 3 e 7), Rafael Pfleger (faixa 8) e Duda Medeiros (faixa 10)
Bateria: Richard Bondan, Rogério Otto (faixas 3 e 7), Augusto Bon Vivant (faixa 4) e Jacques Blasetti (faixa 5)
Percussão: Rogério Otto (faixa 3) e Augusto Bon Vivant (faixa 4)
Programação de bateria: Johnny Bosco, Maurício Peixoto e Rodrigo Smaniotto (faixa 6)
Sintetizador: Rogério Otto (faixa 7), Maurício Peixoto (9) e Duda Medeiros (faixa 10)
Teclados: Diego Carqueja (Faixa 8)
Vocais de apoio: Johnny Bosco, Antonio Rossa e Kalunga Heidenreich (faixa 8) e Taninha Litzfire (faixa 10)
Piano: Duda Medeiros (faixa 10)
Guitarra: Maurício Peixoto (faixa 10)
Produção: Rafael Pfleger, Rogério Otto (faixas 3 e 7), Augusto Bon Vivant (faixa 4), Rodrigo Smaniotto (faixa 6) e Duda Medeiros (faixa 10)
Masterização: Antonio Rossa

