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Multiartista Ana Schurmann mistura vanguarda e música pop

O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo, Camerata Florianópolis e TUM Festival


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Foto: Gustavo Remor Moritz

Ana Schurmann, 30, começou a rodar o mundo ainda adolescente, quando foi emancipada pela família para trabalhar em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Modelo internacional, cantora e compositora, multi-instrumentista, pesquisadora, filósofa, designer, pintora… a manezinha que é radicada em Londres, no Reino Unido, tem um currículo para algumas vidas. Entre tantos feitos, um evento recente ficou marcado na trajetória da artista catarinense: a apresentação nos 100 anos da Ponte Hercílio Luz, no dia 13 de maio. Na ocasião, Ana apresentou “On Us”, canção que foi gravada com a Camerata Florianópolis para a segunda temporada do projeto Nossa Música SC, o hino “Rancho de Amor à Ilha”, e a “Sinfonia do Universo” (saiba mais). Além disso, a multiartista se apresentou com a Neck Lyre, instrumento que une alta joalheria e ciência que foi tema de matéria na Forbes Brasil, e também com um vestido que se transforma em guarda-chuva.

Fluente em nove idiomas, Ana Schurmann escreveu dois livros filosóficos e tem mais de 500 obras registradas como compositora. A sua atuação pode ser dividida em três áreas: a artista se divide entre o pop, os temas eruditos de piano e a música científica, que é a sua nova empreitada. Neste ano, a cantora divulgou três singles comerciais, “Heaven”, “Forever” e “Theory of Life”, além de uma versão orquestrada para “Wonder” e um trecho de como soa a Neck Lyre. Nos próximos meses devem ser lançados vários trabalhos nas plataformas digitais, incluindo uma sequência para o álbum inspirado em números primos, que saiu no fim de 2025, uma canção romântica e mais. Em contato com o Rifferama, Ana Schurmann falou sobre os seus projetos futuros envolvendo a ciência, incluindo um aplicativo que promete revolucionar a forma que as pessoas compreendem a música.

— Sou a primeira artista do mundo a decodificar uma sinfonia científica do universo. Junto com cientistas, conseguimos traduzir a escala para tocar no piano, achamos uma escala gravitacional que não existe, é uma coisa muito curiosa, que toquei lá na celebração da ponte, com essa escala e o instrumento. Existem três álbuns, um todo de música clássica, só de piano, que faz referência a números primos, depois tem um de músicas comerciais que ainda estou lançando, para cantar em shows, e o álbum que deve sair no final do ano, abrindo as portas para a música científica, que é tudo que veio antes da gente e da IA. A música já existia antes da gente, os padrões, são decodificações científicas. Cada música do álbum está sendo feita com PHDs de áreas diferentes, estamos fazendo a primeira música de uma vida cíclica de uma estrela. Tem muita gente comigo, estamos fazendo muitas coisas bonitas, criando um aplicativo onde todas as pessoas serão os decodificadores, poder identificar a sonoridade de um padrão da água ou uma folha. O objetivo é responder a pergunta o que é música. A música científica ajuda a gente entender como começamos a criar música, queremos ter um banco de dados para conseguir comparar e responder essa pergunta.





Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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