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Moksha cria o seu próprio mundo no EP de estreia, “Só vem”

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Lançar um novo trabalho é sempre motivo de comemoração. Ainda mais quando ele encerra um ciclo de muita expectativa. O EP “Só vem”, primeiro registro completo do Moksha, saiu no último sábado (23) nas plataformas digitais e será apresentado ao público com festa. No dia 20 de outubro, a banda divide o palco da Célula Showcase com Farra do Bowie, Seu Luiz e os Enfurnados e o DJ Dum Dum Boy (Xando Passold). Déa Busato (voz e teclados) e Francis Covatti (guitarra e voz) começaram o projeto em 2019 como um duo, serão acompanhados por Giwa Coppola no baixo e Márcio Bicaco na bateria — a nova formação estreou em agosto, na 9ª SRC (Semana do Rock Catarinense), no Bar da Augusta. As quatro faixas do material, que foram gravadas no Hd’ Music Studio, em Florianópolis, tiveram a participação de Rafael “Rassa” Alves (baixo, Farra do Bowie) e Cacá Fritsch (bateria, Serotonina).

“Na rua”, “Rola um religare”, a faixa título e “Blues da abdução” foram escritas durante a pandemia e divulgadas na sua versão mais crua no podcast que a dupla produziu entre julho e dezembro de 2021. O repertório é variado e tem o rock como base, com influências diversas, do pós-punk ao rockabilly, passando pelo grunge, mas é dançante, psicodélico, barulhento e celebra a vida. É nesse ponto que entra a expectativa. Em contato com o Rifferama, a cantora e compositora Déa Busato afirmou que as canções de “Só vem” falam de desejos, liberdade, paixão, fraternidade e amor. O EP vislumbra como seria o fim da pandemia, em que a banda imagina um oásis de reencontros e alegria, refletindo sobre quando o mundo poderia voltar a ser como já foi um dia, para poder abraçar os amigos e andar de mãos dadas pela rua, aproveitando cada segundo, quase como sobreviventes em um clima pós-guerra, na busca de esperança e felicidade novamente. 

— O processo do EP vem desde o começo da pandemia. Não sabíamos o que viria pela frente e sonhávamos em ter de volta o nosso mundo. Nossas composições expressam nossos desejos e esperança diante do medo e do isolamento. Criamos um mundo nosso, colorido, fraterno, um lugar para comemorar a vida, a diversidade, o amor. Essa efervescência, esse colorido nas ruas da Capital, tem tudo a ver com o nosso som. Músicas compostas imaginando o clima pós-pandemia.  A música “Na rua”, por exemplo, remete ao clima da noite, do nosso Centro, que já vinha numa crescente antes da pandemia e foi cortado cruelmente pela mesma, mas que agora voltou mais forte do que nunca. O nosso EP traz a essência disso que a gente sonhou e estamos vivendo agora. Agora queremos botar a banda na rua, fazer show, ver a galera cantar e dançar nossas músicas. Nosso show de lançamento vai ser um festão.

Ficha técnica

Déa Busato: Composições, voz, teclados e direção musical
Francis Covatti: Guitarra, voz, produção e direção musical
Rafael Alves: Baixo
Cacá Fritsch: Bateria
Hique D’Ávila: Produção musical, gravação, mixagem, masterização e guitarra solo em “Blues da abdução”
Luanda Wilk: Produção executiva
Giovanna Busato: Identidade visual
Nicolas Busato: Fotografia

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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