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Observar, sentir e refletir. Em 2019, a Vince retornou de um longo hiato com o objetivo de gravar três discos. “Austral” foi lançado em 2022 e entrou para a lista dos melhores álbuns daquele ano segundo o Rifferama. A sonoridade moderna e pesada (nem sempre), com letras profundas e um gosto por experimentar, são elementos que guiam a banda de Rio do Sul. A trilogia seguiu com o single “Antifrágil”, que saiu no começo de 2024 e apresentou a nova formação, com as entradas de Leonardo Minatti (baixo) e Jarlisson Costa (bateria) para o time que conta com Grazzus Cunha (voz), Giovane Diego “Geo” (guitarra, violão e voz) e Rafael Rossetto (guitarra e produção musical). Em dezembro, o quinteto divulgou o videoclipe de “Julgar”, mais uma prévia do segundo álbum, “Trópico”, que deve ser publicado em março nas plataformas digitais.
Dirigido pelo ex-baterista do grupo, Lucas Parizotto, o audiovisual era para ter sido filmado em Rancho Queimado, e fazia parte de um projeto com roteiros para sete clipes — “Julgar” foi o único aprovado e realizado via PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura). As imagens foram captadas em um fim de semana de outubro em Agronômica, Presidente Getúlio e Rio do Sul e trazem o vocalista no papel principal. A música representa o conceito de “Trópico” e o vídeo tenta representar de forma poética o que a letra diz. O principal desafio da Vince é tentar trazer uma linguagem acessível, mesmo abordando temas complexos como em “Julgar”. “O próprio nome já é objetivo. É uma briga que temos com nós mesmos de destruir esse pré-julgamento que a gente faz das coisas, das pessoas, de relações, de perceber que isso faz mal, de brigar com algo que a gente julgou ser importante e não é”, comentou Grazzus, que falou ao Rifferama sobre a sonoridade dos próximos trabalhos.
— “Austral” foi um processo de cura. Ele é muito denso, permeia uma onda triste, como é o processo de reconstrução de almas, profundo, bonito e muito real. “Trópico” fala sobre essa virada, de transformar essa dor em algo mais potente, com vestígios desse sofrimento. Existe muito mais uma briga de ego, de conseguir entender os próprios pensamentos e para onde eles vão, entender o mundo e a si mesmo, tem essa tensão. Estamos construindo um caminho para o terceiro álbum. “Julgar” já vem nesse lugar diferente na questão de estilo musical. A gente tinha um som mais pesado, próximo de hardcore, mas sempre curtiu escutar coisas novas, sentir outros ares. O rótulo banda de rock é bem aceitável, a gente quer cada vez mais ser nós mesmos e fazer coisas mais autênticas. “Trópico” é transição, uma mudança de direção, o terceiro álbum será mais eletrizante e positivo, uma energia totalmente diferente. O meio termo está acontecendo agora.
Ficha técnica
Direção, fotografia, edição e pós-produção: Lucas Parizotto
Imagens adicionais: Leonardo Minatti
Produção: Vince
Roteiro: Grazzus Cunha e Giovane Diego
Direção de Arte: Giovane Diego
Captação, mixagem e masterização: Rafael Rossetto (Flat Hall Studio)
Agradecimentos: Vitor Hugo Pasqualini, família Poffo, João e Focca Hype, Daniel Finardi, Elton Sensi e Sergio Schlatter
Distribuição: Shake Music
Foto: Gabriel Costa

