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Rafael Wolf (voz e baixo), Maycon Giliolli (guitarra) e Marcio Ebert (bateria) retomaram as atividades com a Repulsores em 2022 dispostos a recuperar o tempo perdido — a banda de Schroeder, região Norte do estado, completa 30 anos em 2027 e estava em hiato desde 2008. Esse retorno tem se mostrado bastante produtivo para o trio, que já divulgou diversos materiais como gravações antigas, um cover de Fly-X (Guaramirim), dois EPs e um álbum ao vivo no Festival Headbangers Attack, em Brasília, que foi lançado em CD pelo selo Balbúrdia Records. No dia 1º de abril, o grupo apresentou o último trabalho, “Capitalismo terminal”. Com cinco faixas, incluindo o single “Biofobia”, o registro foi produzido novamente por Rudolph Hille, guitarrista da Orthostat, de Jaraguá do Sul, que já tinha colaborado com a banda no EP “Apocalipse falhou”, de 2024.
A parceria com o produtor reforça uma nova identidade estética da Repulsores, que manteve o discurso político da fase inicial, que compreendeu duas demos e dois discos, mas deixou um pouco de lado o crossover, mistura do hardcore com o metal, e soa cada vez mais thrash. E essa mudança é resultado do próprio período de inatividade, em que os integrantes foram adquirindo outras referências que não tinham da época em que a banda tocava nos anos 2000. O aniversário de 30 anos promete ser especial para o grupo. Entre os planos da Repulsores estão o lançamento do primeiro videoclipe do grupo, para o single “Biofobia”, que deve sair nas próximas semanas, mais um trabalho ao vivo, o terceiro álbum de estúdio e também fazer shows em outros estados. Em contato com o Rifferama, o vocalista e baixista Rafael Wolf falou sobre os novos projetos e a sonoridade de “Capitalismo terminal”.
— Fizemos uma releitura para “Vítimas da própria indução”, do álbum “Possuído”, de 2022, bem mais pesada, ficou avassalador. A gente vê que a banda evoluiu muito para deixar o som mais agressivo nos últimos anos. Em questão de composição, nos dois EPs, a gente chegou uma roupagem e uma química da banda para manter o som pesado, rápido, ao mesmo tempo mais groovado. Isso se deve muito a diversas influências que a gente não ouvia nos anos 2000 quando fizemos os dois álbuns. A banda se mantém no crossover, mas com mais influências comparado ao que a gente fazia antes. Vamos lançar o nosso primeiro videoclipe, queremos fazer um minidocumentário, preparar um setlist com todas as faixas da banda para um registro ao vivo, captar o vídeo e lançar. Queremos ter material novo, um álbum completo e fazer shows mais distantes em estados que a gente ainda não tocou.
Foto: Lucas Maximiliano

