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Brass Groove Brasil: Referência na música instrumental

Os oito membros da Brass Groove Brasil são referência no seu instrumento. Rafael Calegari (contrabaixo), Cristiano Forte (bateria) e Cristiano Ferreira (guitarra e vocal) seguram as pontas com classe para o quinteto de sopros brilhar em “Sopro brasileiro”, primeiro álbum de estúdio da banda, completada por Jean Carlos (trompete), Braion Johnny (clarinete e sax barítono), Fábio Mello (sax soprano, sax tenor e flauta), Marco Aurélio (trombone) e Carlos Schmidt (trombone, bombardino e tuba).

São dez temas autorais, compostos e arranjados por Jean Carlos e Calegari, com exceção de “Brioi” (Jean Carlos/Calegari/Ferreira), e “Une Parti de la Terre”, parceria com o congolês Gloire Ilonde, que reside em Florianópolis e empresta a voz e todo o seu suingue para essa faixa, uma das melhores do disco, e também para “Reviravolta”. “Sopro Brasileiro” abre com tudo. O lendário trombonista Raul de Souza, que tocou nos principais trabalhos do catarinense Luiz Henrique Rosa, participa de “Partiu partido”. O trabalho ainda conta com Bruno Moritz no acordeon em “Sopro de tradição”.

Quatro músicas do EP de 2015, as já citadas “Brioi” e “Reviravolta”, além da ótima “Série A” e “Pensão para Pagar”, foram regravadas para “Sopro brasileiro”. Não tinha lido os nomes das composições e fui surpreendido pela sensação familiar que tive ao reconhecer algumas melodias durante a audição. A música instrumental do grupo não se prende ao formato clássico do jazz e mistura diversos ritmos. Mesmo assim, existe uma unidade sonora muito forte na Brass Groove Brasil, que agrada pela elegância dos arranjos e suavidade na execução.

“Sopro brasileiro” é um presente para os fãs da boa música e mais uma prova de que a cena instrumental de Santa Catarina vai muito bem, obrigado. Tenho certeza de que este álbum estará na lista dos melhores do ano do Rifferama em dezembro. O disco foi lançado em todas as plataformas digitais e ganhou um documentário sobre a sua gravação. Obrigatório.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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