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Guia completo da 7ª edição da Semana do Rock Catarinense: #13  

O encerramento da programação da Semana do Rock Catarinense na Grande Florianópolis, no dia 14 de julho (domingo), é o momento mais especial de todos, uma grande celebração da música autoral na Beira-mar de São José. Neste ano, o festival é o mais diverso feito até hoje – tem rock (Belinas), MPB (Dandara Manoela), pop (Julia Sicone), reggae (Gazu e Wadada), rap (Makalister), ska (O Mundo Analógico), metal (No One Spoke) e o som peixeiro do Tarrafa Elétrica. Gratuito. A festa encerra no BECO com o DJ Jean Mafra.

O trio Belinas, formado em 2012, em Florianópolis, passou bastante tempo tocando covers das bandas clássicas dos anos 70 como Beatles, Creedence, Grand Funk Railroad, Led Zeppelin, Rolling Stones, etc., até que no ano passado o grupo lançou o EP “Nada é para sempre”. Com quatro músicas em português, o material foi produzido por Renato Pimentel no The Magic Place.

Melhor cantora, melhor álbum, artista revelação (com a Orquestra Manancial da Alvorada). Esses são alguns prêmios que Dandara Manoela já recebeu na sua recente, porém brilhante carreira. Com o disco “Retrato falado”, gravado em 2018 por meio de um financiamento coletivo bem sucedido, Dandara alcançou outro patamar e parece que o Brasil já descobriu isso: se apresentou na FIMS (Feira Internacional da Música do Sul) neste mês.

O cantor e compositor Sandro Costa, o Gazu, e sua banda – Luizinho Pereira (guitarra), Fabinho Cappellano (baixo) e Carlo Abreu (bateria) – apresentam o repertório do seu último DVD ao vivo, gravado no estúdio Café Maestro, em Itajaí, em comemoração aos seus 30 anos de carreira. São músicas da carreira solo, parcerias com Eltin MC e Iriê, e as clássicas do Dazaranha.

Julia Sicone deve lançar em breve o EP “Crazy Times”, gravado no Dark Horse Recording, em Nashville, nos Estados Unidos. A cantora e compositora, vencedora do International Songwriting Competition com o single “Cup of Water”, ganhou duas diárias no estúdio por onde já passaram Taylor Swift, Evanescence, Korn, entre tantos outros.

O rapper Makalister, de São José, lançou somente neste ano dois álbuns, o disco instrumental “Extravagance Parfums”, a mixtape “Extravagância e perfume”, gravada ao vivo com o DJ Tuna13 e algumas participações, além de cinco singles com Beli Remour, com quem está preparando um trabalho completo para o segundo semestre.

A No One Spoke é o novo projeto da soprano Carla Domingues, da violinista Iva Giracca e do baterista Gabriel Porto, ex-membros da Enarmonika. Com influências da música erudita (Carla e Iva integram a Camerata Florianópolis) e de bandas como Nightwish, Epica e The Gathering, o grupo deve lançar em breve o seu primeiro single, “Sigh”.

“Imagine Lampião armado até os dentes se aventurando em uma pista de skate da Califórnia! O ‘Recomeço de Tudo’ é uma viagem tipo essa. Mais rock, mais batuque, mais pegado. O segundo álbum da banda O Mundo Analógico, lançado em fevereiro de 2018, mostra o que essa galera de Criciúma é capaz. Sem perder a onda que amalgamou o estilo da banda em “Nosso Mundo” (2012), projetando eles para além das divisas catarinenses, o trabalho dos caras é uma sequência de ousadia, com reggae, hardcore, sopros e berimbau” (BISPO, Fábio, em resenha para o Rifferama).

O Tarrafa Elétrica, de Itajaí, acaba de lançar o terceiro disco da carreira, “Cardume”. O álbum foi construído de forma colaborativa a partir de um grupo de discussão no Facebook criado pela banda em que os fãs opinaram nas letras, artes e até nas composições. O resultado é uma sonoridade mais moderna e pesada, mas sem perder o toque regional, marca registrada do grupo.

Fechando a escalação, a Wadada (saudação em um dialeto africano que significa “viva na paz e no amor”) traz muito reggae e positividade para o palco do festival da Semana do Rock Catarinense. O som é pulsante e as letras falam de afeto e respeito ao próximo. Neste ano a banda lançou três músicas ao vivo gravadas no estúdio Fides.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

Um comentário

  1. Coza linda

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