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Por trás da calmaria da jovem compositora Julia Sicone*

*por Bruna Barreto

Julia Sicone é uma cantora catarinense de apenas 19 anos, que assim como o cantor e compositor Tiago Iorc, lançou seu primeiro álbum em inglês e depois um totalmente em português. “Diz” foi lançado em 2017, contém dez faixas e é impossível não perceber as influências do jazz e do R&B, mesmo que de forma sutil, nesse projeto.

A compositora ganhou o prêmio de Melhor Artista Solo de Santa Catarina no mesmo ano que lançou seu disco. Diferente do EP “Something Unreal”, de 2015, “Diz” chega leve como um poema de amor. Toda calma parece estar presente nas canções, é como se dissesse: “Se a vida não é sobre amar, então não sei o que é”.

Falando em amor, Julia Sicone é lésbica e suas canções não têm rodeios, falam diretamente sobre mulheres, sobre amar outra e não outro, que amor nem sempre é lindo, mas cheio de defeitos, é furacão e calmaria. Falar do amor entre mulheres é importante, é resistência, é se reafirmar, mostrar que todo amor é digno da forma que é. “Diz” é sobre ser, então que seja aquilo que se quer e não o que desejam que você seja; É sobre se libertar, transbordar, viver, amar e até mesmo se decepcionar; É sobre sentir e mais nada.

O cenário musical brasileiro é composto por sua maioria por homens, assim como em outras áreas, mesmo existindo muitas mulheres talentosas o reconhecimento acaba não sendo o mesmo e o espaço para essas artistas acaba sendo mínimo, mas essa menina está cada vez mais conquistando os espaços e como título de uma das músicas do álbum, essa frase pode parecer um pouco “Clichê”, mas lugar de mulher é onde ela quiser e que muitas mulheres queiram e ocupem espaços, mulher artista não desista que toda luta há de valer a pena.

Foto: Camila Machado

*Bruna Barreto é poetisa de Jundiaí (SP) radicada em Florianópolis

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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