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(Re)Descobertas da quarentena: Alexei Leão (Stormental)

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O cantor e compositor Alexei Leão é um dos personagens mais importantes da nossa música, um ícone do metal catarinense. Integrante de bandas e projetos como Heptafy, Despotic, Stormental, Marmor e XEI & Sons In Black, além do seu trabalho solo, Xei ainda é um requisitado produtor musical, engenheiro de áudio e técnico de P.A., com formação (com honras) no Institute of Audio Research, em Nova Iorque, Estados Unidos. Xei, em parceria com o seu irmão Andrei Miri Leão, também foi durante muitos anos proprietário da Célula Showcase, a principal casa de shows de Florianópolis e uma das mais importantes do Sul do país.


Voyager – I Am The Revolution (2009)

Conheci essa banda australiana ali por 2012. Na época, o lançamento era o álbum “The Meaning of I”, o qual eu me identifiquei de cara e ouvi muito. Também conheci o pessoal da banda num show em Nova Iorque (EUA), em 2014, onde tocaram para umas 40 pessoas. Durante essa quarentena ouvi mais o álbum “I Am The Revolution”, de 2009, apesar de gostar muito do material mais novo da banda. O som é uma mistura de metal progressivo com vocais mais graves, lembrando alguma coisa de gothic rock anos 80, recheado de sintetizadores. Através deles conheci Twelve Foot Ninja, daí Vola e uma série de outras bandas que tem meio essa pegada!


Sixx:A.M. – Prayers For The Damned (2016)

Gosto de conhecer as bandas as vendo tocar ao vivo. O Sixx:A.M. não foi exceção. Apesar de ser o então projeto do Nikki Sixxx (Mötley Crüe), eu nunca tinha ouvido nada da banda. Então em 2015 apareceu a oportunidade de ver o Apocalyptica, que conhecia e gostava, abrindo para o tal Sixx:A.M.. Resultado, achei o show do Apocalyptica horrível e curti demais a banda do Nikki. De quebra reconheci o guitarrista, que era o DJ Ashba, que tocava no G’N’R na época. Para minha surpresa, o vocalista era o James Michael, que tem uma extensa carreira como produtor (o qual curto muito), e o resultado disso tudo é um hard rock pesado, mas bem Los Angeles, com riffs certeiros e refrão pegajoso, além de uma baita produção, tanto em estúdio quanto ao vivo. Na pandemia ouvi mais o “Prayers For The Damned “de 2016, mas também curto muito o “Modern Vintage”.


Viper – Theater of Fate (1989)

Possivelmente o maior álbum de heavy metal do Brasil. Esse disco ajudou a moldar meu gosto musical, foi um dos primeiros LPs que comprei na vida! Tava na fase de descoberta de bandas de metal, ouvindo Iron Maiden e Black Sabbath, quando entrei numa loja de discos laaaaaaá em 1990 e ao pedir sobre algo do Iron, o dono da loja me perguntou se eu conhecia o Viper, “se tu gosta de Iron, vai curtir muito essa banda aqui!”. Bingo, acertou hahaha! Tenho ouvido bastante Viper nesse período, principalmente pelo saudosismo com relação aos meus primórdios no metal e pela passagem prematura do André Matos (que fez um ano há pouco tempo). De “Soldiers of Sunrise” a “Evolution”, mas obviamente o “Theatre of Fate”.


Foto: Tóia Oliveira

Bônus: XEI & Sons In Black – Believe What I Say

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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