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Ricardo Pauletti reúne timaço de cantoras em álbum de canções

Violonista reconhecido no cenário da música instrumental, Ricardo Pauletti, de Itajaí, lançou nas últimas semanas de 2018 o disco “Palavra da canção”, o primeiro da sua carreira a contar com vocais. E o time de cantoras escalado para a estreia do compositor no universo da poesia é de peso: Fernanda Rosa (A Corda em Si), Badi Assad, Ana Paula da Silva, Paula Santoro, Mareike, Bia Barros e Giana Cervi.

A vontade de gravar um álbum nesse formato vem de muito tempo, segundo Pauletti contou em entrevista ao Rifferama, mas a ideia se fortaleceu em 2015, quando o compositor inscreveu “Valsa iluminada” no Festival da Canção de Balneário Camboriú. A música, que abre “Palavra da canção”, venceu em três categorias – melhor música, melhor instrumentista e melhor intérprete (Bia Barros).

— A partir daquele momento acreditei que seria possível fazer um trabalho desses. Sempre tive vontade de trabalhar com letra, de entrar nesse universo novo, da poesia, mas deixei fluir até que fosse o momento. Cada música surge com uma história. Nesse disco são quatro letras minhas e outras quatro são de parceiros (Lenildo Gomes, Vê Domingos, Gregory Haertel e Pedro Bersi).

Diferente dos seus trabalhos anteriores, “Variações brasileiras” (2012) e “Choro de Faia” (2014), o violão, apesar da execução primorosa de sempre, tem um papel mais discreto, no sentido de acompanhar as cantoras. “Palavra da canção”, que foi gravado em grande parte no estúdio Café Maestro, em Itajaí, conta com arranjos do renomado Jota Moraes em três faixas, além de diversas participações especiais, como os integrantes da Brass Groove Brasil.

Não é um disco de violão. Ele está ali para dar o suporte necessário, em algum momento ou outro tem mais espaço, mas sempre jogando para a música. Os meus discos têm instrumentações muito grandes. Tenho o maior cuidado nas minhas produções. Curto muito o processo de compor, arranjar e gravar, até chegar no produto final. Vivo esse momento de uma maneira muito intensa. O estúdio é algo mágico.

Foto: Maikeli Alves

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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