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Andrei Freitas: sonoridade nova com identidade em “Monóculo”

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Foto: Victor Michelato

O cantor e compositor Andrei Freitas escreveu “A gosto de esquecer” em 2023, primeiro single que saiu depois do EP de estreia “Encontro”, divulgado no ano anterior. Nesse período, o artista natural de Brusque construiu uma estética intimista, permeada pela melancolia, com referências da MPB e do folk, sobretudo pelo formato voz e violão. E foi essa canção que o músico escolheu para antecipar o lançamento do álbum “Monóculo”, programado para o dia 30 nas plataformas digitais. “A gosto de esquecer” ganhou um novo arranjo, trazendo elementos do indie e pop rock brasileiro, e funciona como uma ponte entre o antigo trabalho de Freitas, preservando a essência, mas apontando para uma sonoridade mais aberta. Gravado no Euphonia Estúdio, “Monóculo” tem nove faixas e foi produzido pelo próprio artista em parceria com Demis Kohler, com recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura da Prefeitura Municipal de Brusque, edital de 2025.

Com mais um EP acústico no currículo, “Quatro”, lançado em 2025, o cantor e compositor formou a sua identidade artística tocando sozinho — até hoje nunca fez um show sem ser no formato voz e violão, com exceção de outros projetos. Foi assim que ganhou o primeiro lugar no Festival da Canção de Brusque de 2024, com a música “Será que eu posso te buscar?”. Além de expandir a sua sonoridade, “Monóculo”, que também traz o músico tocando guitarra, apresenta novas possibilidades de trabalho. “O maior motivo foi esse, necessidade de mudança e envolver mais gente. É um desenho que tenho de fazer música com banda e sair tocando por aí, talvez uma mini tour e começar a mudar esse formato, explorar as composições. Fiz o álbum já pensando no show”, comentou o artista. Em contato com o Rifferama, Andrei Freitas falou sobre a produção do disco e a nova sonoridade.

— “A gosto de esquecer” abriu essa fase do meu primeiro álbum. Essencialmente carrega muito o meu lado introspectivo nas composições, no jeito de compor, que sempre foi ligado na poesia, na música que tem uma narrativa. Escrevi a harmonia dela inspirada já com influências do indie, mas só tive como gravar em voz e violão. Esse lado folk me lapidou como artista. A ideia do “Monóculo” é expandir o horizonte, a minha musicalidade e dividir esse processo com outras pessoas. Depois dela comecei a compor as outras músicas desse álbum, que é voltado para esse indie, podemos colocar até indie folk, o violão está presente sempre, ao mesmo tempo tem outras faixas mais pop, flertando de leve com algo lofi, nostálgico. Esse estilo me faz querer sonhar mais. É um álbum muito honesto, criamos os arranjos com calma, deixamos imperfeições, ruídos, em paralelo a isso tentar fazer uma ponte com a memória, aproveitar esse processo de olhar para trás de revitalizar essa música para esse outro momento. 

Ficha técnica

Produção musical: Demis Kohler e Andrei Freitas
Design gráfico e direção de arte: Ana Valle e Bewany Beatrice Rech
Direção de fotografia: Victor Michelato

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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