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(Re)Descobertas da quarentena: Alberto Heller (Camerata)

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Radicado em Florianópolis desde 2000, o argentino Alberto Heller tem um currículo invejável. Além de compositor, pianista e arranjador, é professor e pesquisador, com graduação e especialização em realizadas na Alemanha, mestrado em Educação, doutorado em Literatura e especialização em Gestalt-terapia. Com a Camerata, Heller lançou cerca de dez álbuns, além de trabalhos solo para piano. A sua grande obra foi apresentada em 2018, a ópera-rock “Frankenstein” (assista abaixo), que teve a participação de quase 70 pessoas.


Katzenjammer – Le Pop (2008)

Apesar do nome em alemão, o Katzenjammer é uma banda norueguesa que eu ouvi sem querer o primeiro álbum e me apaixonei instantaneamente. Fiquei impressionado com a originalidade, uma coisa que admiro. Cada música uma tem uma cara diferente, o que achava incrível nos Beatles: não tem receita feita de bolo. É impressionante como conseguem se reinventar, o trabalho vocal é de uma preciosidade, uma afinação, todas elas são multi-instrumentistas e são pessoas que pesquisam, estudam afundo. É uma banda que merecia ser bem mais conhecida.


Tom Waits – Closing Time (1973)

O Tom Waits é um artista que dispensa que sempre adorei e dispensa todos os comentários. “Closing Time” é um pouco mais intimista, aquela hora que todo mundo já saiu do bar, melancólico, para curtir uma fossa. O contraste da voz dele (com o som), de mil cigarros e mil bebidas, me toca muito. É um álbum que não tem nenhuma pretensão virtuosística e ao mesmo tempo ele é o que ele é, não quer provar nada pra ninguém, tem uma singeleza quase zen. É um álbum que me toca muito


Michael Nyman – The Piano Concerto (1998)

O Michael Nyman é um cara que começou bem clássico, fazia muitas trilhas para cinema e, por encomenda, ele ele transformou a trilha sonora de “O Piano” num concerto para piano e orquestra que acabou ficando melhor que a trilha original. Apesar de ser uma obra erudita, tem elementos que vão do new wage, passando pelo minimalismo e rock progressivo, mas tudo acaba sendo incorporado ao idioma clássico. O tempo todo tem alguma coisa diferente no arranjo, como se fosse uma aquarela que fosse se diluindo e mudando de cor. Mesmo sendo uma música de certa forma previsível, por aparecer no filme, o jeito que aparece é imprevisível. Os milagres de orquestração que ele consegue naquele álbum têm me influenciado bastante nos últimos anos.


Bônus:Alberto Heller – Ópera-rock Frankenstein

Foto: Daniel Queiroz

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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