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Após longo hiato, Mourisco retorna de olho em novo público

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Quando a Mourisco encerrou as atividades, em 2007, a banda tinha uma base de fãs conquistada com o álbum “Pôr a cabeça no lugar”, que completou 20 anos em 2023, e o EP “Resistindo”, de 2006. Mas sem ter as redes sociais e plataformas digitais para ajudar na divulgação na época, o grupo de Porto União, que fica na divisa com o Paraná, nunca foi muito além do Planalto Norte. Nesses mais de dez anos de hiato, no entanto, William Felipe Ceccon “Monster” (baixo e voz) e Cristian Silva “Bam” (bateria) nunca deixaram as músicas da Mourisco caírem no esquecimento. Durante a pandemia, a dupla se reuniu com o guitarrista Thiago Stechechen “Star” (saiu em setembro deste ano) com o objetivo de apresentar o som da banda para outro público. E isso explica a sequência de lançamentos que começou o single “Um sonho novo”, em 2021. O trio ainda gravou outras três inéditas, incluindo “Minha paz”, com a participação de Alexandre Capilé (Sugar Kane, Water Rats, Ator Morto e mais), antes de partir para repaginar o repertório antigo.

Uma das preocupações nesse retorno era mostrar para as pessoas como a Mourisco estava soando ao vivo, até pela questão da troca de vocalista — Monster assumiu o microfone no lugar de Kaoê Pigatto Passos, que fez parte do grupo até 2007. Para matar a curiosidade, o trio registrou quatro canções em “Vox Session”, sendo duas faixas do disco de estreia e outras duas do trabalho seguinte. A banda também está trabalhando em um álbum acústico, até o momento já foram divulgadas três versões: nesta sexta-feira (17) sai mais uma. São seis regravações no total, mais uma inédita, que serão lançadas na primeira quinzena de dezembro. Outro plano da Mourisco, que agora conta com Robson Berton “Robinho” na guitarra, além de tocar muito (tem dois shows marcados, na vizinha União da Vitória no dia 25, e em 16 de dezembro em Jaraguá do Sul), é produzir o segundo álbum sem pressa, para ser concluído até o fim de 2024. Em contato com o Rifferama, Monster falou sobre a volta da Mourisco e o que vem pela frente.

— A Mourisco foi fundada em 1998, mas começou a ganhar repercussão na nossa região em 2003, quando gravamos o primeiro álbum. A banda acabou e o Cristian e eu fomos tocando a vida, fizemos outros projetos, mas as músicas sempre ficaram com a gente. Conseguimos fazer uma história legal nesse período, formamos uma base de fãs bem interessante, e nesse período em que a banda estava hibernando, a galera sempre perguntava se um dia a gente voltaria. A ideia é aproveitar esse repertório que já existia pra trazer junto com as novas músicas para formar um novo público. Fomos para o estúdio gravar versões atuais, ao vivo, para mostrar essas músicas antigas na minha voz, o meu jeito de cantar. Para o álbum acústico repaginamos as músicas do zero, refizemos os arranjos, mudamos tonalidade, saindo um pouco da nossa bolha do punk rock. O acústico abre mais o leque de alcance do trabalho. Queremos continuar fazendo show e com o objetivo de produzir um disco novo, com oito ou dez músicas, todas inéditas, já com essa formação que encaixou legal. Queremos fazer um trampo de responsa.


Foto: Davi José Roberto

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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