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brøken apresenta nova formação e sonoridade com “Recomeçar”

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Foto: Carolina Borges

Em 2025, a brøken, de Balneário Camboriú, apresentou o seu primeiro álbum, “badtrip”, um lançamento fora da curva no cenário independente de Santa Catarina, e quase encerrou as suas atividades com a saída dos guitarristas Lucas Wüppel e Guther Toss. Após um período de indefinição, Kim (voz), Bruno Parucker (baixo) e Ariel Boff (bateria) convidaram Lucas Lara (Crowning Animals, Curitiba) para o projeto e decidiram seguir em frente como um quarteto. O primeiro single dessa nova etapa não tinha como receber outro nome. “Recomeçar”, divulgado na última quinta-feira (30 de abril), com videoclipe gravado por Henrique Baptista, também traz uma versão diferente do emocore rajada, termo cunhado pela própria banda para descrever a sonoridade, que mistura peso, atitude e uma cara própria. A produção, captação, mixagem e masterização da faixa ficou a cargo do vocalista.

Lucas Lara foi uma escolha fácil para o posto de guitarrista. As duas bandas já tinham feito shows juntas e o músico tinha trabalhado com a brøken fazendo a identidade visual (a capa e os vídeos) do “badtrip”, então quando houve a necessidade de pensar em um novo integrante para o grupo, o seu nome foi o primeiro que a apareceu. “A gente tentou fazer em trio, mas um som detalhado como o nosso é difícil tocar e cantar guitarra. No primeiro ensaio com o Lucas a gente já viu que dava para trabalhar juntos”, afirmou o cantor e compositor. Com referências de bandas como Deftones, Linkin Park e Fresno, “Recomeçar” tem uma sonoridade mais orgânica em comparação ao álbum de estreia, que misturava diversos estilos, com elementos eletrônicos, rap e um estilo de produção bem moderno, que segue como marca registrada da banda. Em contato com o Rifferama, Kim falou sobre esse novo momento da brøken.

A gente quer seguir essa parada do emocore meio new metal. Eu já estava há um tempo querendo fazer um som mais simples, com riffão gordão, aquele riff com a mesma nota insistente, acho que a gente achou uma identidade ali, com toda essa salada, um meio termo. Estou vendo em várias bandas novas essa parada do som mais orgânico, fazendo propositalmente um som mais cru, mais mal feito, é uma coisa que estou achando legal. A gente é bem detalhista, nerdão, mas estamos tomando cuidado para não ficar enchendo de camadas ou muita edição. Esse som gravamos mesmo de execução direta, estou curtindo fazer isso e acho que vamos fazer umas paradas massa. Temos outros sons mais ou menos nessa mesma pegada, estou bem animado para lançar e tocar ao vivo, é um som feito realmente para ser foda e tocar ao vivo. Temos datas em Balneário Camboriú, em Curitiba também, e estamos procurando outros lugares e oportunidades.

broken é:
🧟‍♂️ kim (@imlosingtrackoftime)
🎅🏻 ariel (@arielboff)
🍕 parucker (@parucker)
🍄 lucas (@lucazlara)

vídeo | direção | edição
🎥 henrique baptista (@henriquebapp | @bap.films)

assistência | dop
🎥 lucas lara (@lucazlara | @delara.lab)

prod/mix/master:
🧟‍♂️ kim (@imlosingtrackoftime)

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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