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Carmel trabalha em nova estética sonora após EP de estreia

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A Carmel (se fala Cármel) surgiu em 2018 em paralelo ao Máquina Seca, duo formado por Fernando “Seco” Mafra (voz e baixo) e Clifton Mcnamara (bateria), que já tocavam juntos na Scarlett. Com Matheus Libório na guitarra, o trio formou o seu repertório com pérolas não tão conhecidas do rock dos anos 60 e 70, brasileiro e internacional, além das composições próprias. As quatro músicas de “Pensamento livre”, lançado em novembro de 2023, são dessa época: A faixa título e “Framboesa” foram escritas para o Máquina Seca, enquanto “O amor” e “Mistérios da noite” vieram com a primeira formação da Carmel, que foi desfeita após a saída de Fernando Mafra em 2020. O EP foi gravado em quarteto, com Aline Titon nos vocais principais e André Silva no baixo, no estúdio Grooveland, em Itajaí, com produção de Ricardo Maca e Leandro “Cavera” Barbeta, dos Headcutters.

O novo time impactou diretamente no estilo da banda. O rock and roll festivo do registro de estreia deu lugar a temas mais pesados, com letras obscuras e uma influência mais presente de Black Sabbath. O objetivo é entrar em estúdio novamente para fazer dessa vez, quem sabe, um álbum completo. Antes disso, a Carmel está preparando o lançamento do show no Psicodália, que aconteceu em fevereiro, em Rio Rufino. O material deve ser publicado tanto em vídeo no Youtube quanto em áudio nas plataformas digitais. Em contato com o Rifferama, o baterista Clifton Macnamara falou sobre a sonoridade da banda em “Pensamento livre”, que foi gravado de forma híbrida, com captação analógica (em fita) e processamento (mixagem) digital. “A gente tenta sempre ser fiel àquele rock mais antigo”, contou.

— Gravamos no Grooveland e optamos por fazer lá porque eles conseguem gravar na fita. Foi o estúdio que mais teve a ver com a nossa sonoridade, a gente sempre prezou em compor com essa ideia de rock mais setentista, até o visual, o timbre dos instrumentos. Alteramos alguns tons de umas músicas pra caber melhor na voz da Aline e gravamos. É uma mistura, composição da primeira fase, quem gravou foi a segunda formação, mas tudo em casa, todo mundo se dá bem. Foi essa loucura. A Carmel é como se fosse uma banda temática, mas a gente busca tratar de alguns assuntos mais modernos. Sempre que pode, a gente coloca um cunho político na banda.  A gente está com pretensão de gravar, temos várias músicas prontas e estamos tocando elas por aí nos shows e queremos lançar em breve um trabalho novo. Ainda não definimos exatamente o que vamos fazer, mas queremos gravar um álbum inteiro com essa formação. Vamos lançar alguns singles provavelmente antes.

Foto: Luan Correa

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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