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Homem x tecnologia é tema do álbum de estreia da Macrophones

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Foto: Caio Cezar

Foram dez anos entre a formação da Macrophones, a mudança de repertório do cover para o autoral, até o lançamento do álbum “O.U.T.”, desde o dia 12 de junho nas plataformas digitais. A Macrophones já fazia um som para os amigos antes disso, mas chegou um momento em que a vontade de deixar um legado falou mais alto e em 2023 o grupo começou a escrever as músicas e trabalhar na produção do álbum. O nome do disco significa “Outro universo transcendental”, manifesto que criado pelos integrantes e que guia o conceito desse trabalho. “É uma maneira de ver o mundo por fora, das redes sociais e das Big Techs que transformaram a nossa vida. “O.U.T.” fala da dependência dessas telas e as mazelas decorrentes dessa novo modo de viver”, explicou o vocalista e guitarrista Paulo Trejes, que tem a companhia de Eduardo Collaço (guitarra), Rafa Welter (teclados e voz), Daniel Gomes (baixo) e Beto Fonseca (bateria).

Gravado no Estúdio Um Lugar, em Florianópolis, do baterista Beto Fonseca, responsável pela produção musical e mixagem, “O.U.T.” tem 12 faixas e uma estética enraizada no pop/rock, com arranjos elaborados e influências (principalmente) de bandas e artistas das décadas de 70 e 80, com toques de progressivo e folk. Além da banda, participaram das sessões Matheus Schäffer (guitarra), Braion Johnny (sax tenor, sax barítono, trompete, trombone e flauta), Luana Laus (voz), Miguel Caçote (baixo), Victor Pio (percussão) e o coral infantil Vozes do Arvoredo. Construído para ser um disco de apelo comercial, com uma temática que aborda temas do cotidiano, a principal referência de timbres de guitarra e bateria foi o clássico “Sonic Temple” (1989), da inglesa The Cult. O próximo registro já está no horizonte, mas a Macrophones agora trabalha no show de lançamento do álbum, que deve ser anunciado neste ano. Em contato com o Rifferama, Paulo Trejes falou sobre a sonoridade de “O.U.T.”.

— O disco foi construído para que as músicas fossem assimiladas de uma maneira mais fácil. O segundo já tem outro viés, fala mais de relações, outro encaminhamento. A banda tem estilos muito diferentes, cada um tem as suas referências, o rock que se fazia no Brasil nos anos 70, os precursores, Rita Lee & Tutti Frutti, Casa das Máquinas, Bixo da Seda, que tinham influência das bandas inglesas. O Beto e eu somos do Sul, também temos influência do rock argentino e uruguaio, trouxemos um pouco dessa sonoridade que se faz no Sul da América, que namora muito com o rock inglês e fizemos a composição com os outros membros da banda, que são mais novos que a gente. Temos mais um disco pronto, talvez no final do ano que vem a gente lance o terceiro, com abordagens diferentes, mas contextualizando o nosso dilema de hoje, que é homem x tecnologia, essa divisão da tecnologia em favor da nossa existência, mas ao mesmo tempo comprometendo o lado humano, de contato com a natureza e outros seres humanos.

Ficha técnica

Direção artística: Paulo Trejes e Orth Produções
Direção de produção: Eveline Orth
Compositores: Paulo Trejes e Rafa Welter
Produção musical, captação e mixagem: Beto Fonseca (Estúdio Um Lugar)
Arranjos: Macrophones
Masterização: Alécio Costa
Direção de arte: Flora Trejes
Convidados (em ordem de aparição): Miguel Caçote (baixo), Victor Pio (percussão); Coral Vozes do Arvoredo (vocais), Luana Laus (vocais), Matheus Schäffer (guitarra) e Braion Johnny (sopros)
Selo: Ímã Records

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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