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Foto: Bruna Caroline
O single “Dá licença”, lançado em 25 de julho nas plataformas digitais, marca uma nova fase para as Manas de Gaia. É o primeiro lançamento da banda de Penha com essa nova identidade. Entre 2022 e 2025, o grupo passou por algumas mudanças que justificaram a troca de nome — nesse período, o quarteto, que se chamava Manas do Reggae, lançou um EP e três singles. Karine Ana (voz, violão e composições), Vanessa Malmann (voz e multi-instrumentista), Cíntia Mendes (percussão) e Jazz Borges (multi-instrumentista) passaram a incorporar outros ritmos para além do reggae como samba, forró, axé, baião, entre outros. “Dá licença” faz parte do projeto “Manas de Gaia e as Benzedeiras: Um Resgate Ancestral”, aprovado via edital Ivone Pires, da Fundação Cultural de Balneário Piçarras, que também inclui um festival do mesmo nome, esse com recursos do edital Circuito Catarinense de Cultura 2026. O evento acontece neste sábado (7 de novembro), no Sítio Tudo é Arte, com programação gratuita.
As Manas de Gaia começaram como uma dupla. Professoras, Karine e Vanessa se encontraram no extremo oeste do estado e vieram juntas para o Litoral trabalhar na área da educação. Após a mudança, as duas começaram a tocar em barzinhos sob o nome de Homeostase, que não durou muito tempo. Em uma dessas apresentações, Cíntia pediu para tocar junto e logo foi convidada para entrar na banda, que virou Manas do Reggae. A guitarrista e percussionista Jazz foi a última a se juntar ao grupo. A sonoridade foi se expandindo em quarteto e o show deixou de ser reggae somente, até mesmo as autorais foram saindo com referências de outras estéticas. A bagagem de cada uma (Cíntia é de Salvador e Jazz de Goiânia) moldou a nova proposta ouvida em “Dá licença”, que fala da importância do resgate de saberes ancestrais. Em contato com o Rifferama, Vanessa Malmann falou sobre novos projetos e a musicalidade das Manas de Gaia.
— É uma mudança recente, nosso canal vai passar por transformações. Não fizemos a transição dessas músicas (antigas) e estamos analisando se será algo viável. É um som completamente diferente. Nossos processos são profundos. “Dá licença” traz o que a gente está vivendo. É a primeira vez que temos uma música escrita por todas nós, sentamos e finalizamos juntas. Ela surgiu muito da descoberta da Cíntia nesse mundo do benzimento e o resgate da cura a partir de elementos ancestrais. Priorizamos o batuque dela, o repique e o surdo, que são os instrumentos dela. A gente sentia falta de trazer essa ancestralidade do batuque nas gravações das Manas do Reggae, esse tambor mais forte. O som da natureza é o que move. Temos uma música nova que inscrevemos no Festival da Canção de Balneário Camboriú e mais uma sendo construída. Estamos inscritas em vários projetos.

