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PachorrA lança “Próximo do fim!”, segundo EP em 11 meses

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A PachorrA, de Florianópolis lançou dois EPs em um período exato de 11 meses. Além disso, a banda formada por Pogo Fonseca (vocal), Marcelo Molinos (guitarra), Marcelo Menna (baixo e voz) e Dudz (bateria) tocou bastante e dividiu o palco com nomes importantes do cenário independente como Black Pantera, Gangrena Gasosa e Test. Nesta quinta-feira (23), o grupo divulga o seu novo trabalho, “Próximo do fim!”, com show no Bugio Centro, ao lado da Raging War, com entrada colaborativa, produção da Bruxa Verde e arrecadação de alimentos para o projeto social da Associação Espírita Água de Oxum, de Palhoça. O material, que inclui o single “Ité”, divulgado em janeiro, foi gravado em apenas um dia no MAU (Música e Arte Urgente), com captação, mixagem e masterização de Ricardo “Rhino” Rocha. A arte da capa é de Bernardo Menna.

Com quatro faixas, o EP tem como base o hardcore, mas traz outras influências, como o Sepultura da fase “Roots” e também do new metal. “A nossa ideia é tentar misturar elementos para criar uma identidade que seja da banda, mas ao mesmo tempo não estar preso em estilo nenhum”, explicou Pogo Fonseca. Conectada com a realidade brasileira, a PachorrA se manifesta nas suas letras contra o racismo, o fascismo, o machismo, a misoginia, o genocídio dos povos originários, entre outros assuntos. A já citada “Ité”, por exemplo, teve a letra escrita inspirada na tragédia que vem acontecendo com os Yanomami. Em contato com o Rifferama, o vocalista falou sobre a produção de “Próximo do fim!”, o posicionamento da banda e também da busca por uma sonoridade própria.

— O Rocha (produtor) trouxe todo o equipamento para o estúdio e gravamos ao vivo. A banda dentro da sala, com o retorno de fone, e eu do lado de fora fazendo as guias de voz. Passamos as músicas algumas vezes e dali já sai captado guitarra, baixo e bateria. Foi o mesmo processo do primeiro EP. A gente acaba rotulado como hardcore, mas temos músicas em linhas diferentes. O vocal gutural deixa tudo um pouco mais pesado, mas já fizemos um ska mais rock and roll. As letras da PachorrA são desabafos sobre coisas que nos revoltam, como o genocídio dos povos indígenas. “Ité” foi escrita depois de uma matéria que eu vi que estavam rifando crianças e mulheres para serem estupradas, um troço absurdo e nojento. Não podemos relaxar na luta.

Foto: Bruno Goulart

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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