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(Re)Descobertas da quarentena: Ángeles Gastambide (cantora)

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A compositora, multi-instrumentista e professora de técnica e expressão vocal Ángeles Gastambide nasceu na Argentina, mas vive em Florianópolis desde a adolescência. Uma das vozes mais potentes de Ilha, a cantora lançou neste ano o seu primeiro single, “E aí?”, e está trabalhando em mais uma música do seu repertório autoral, que deve sair em outubro.


Donny Hathaway — Donny Hathaway (1971)

Esse bicho é um dos melhores cantores que já ouvi na minha vida, tem essa pegada mais soul, melancólica, as melodias são maravilhosas. Ele me influenciou bastante. A melhor música é “Giving Up”, que tem uma introdução linda. “A Song For You” é sensacional, a Amy (Winehouse) fez uma versão que ficou melhor que a original, por incrível que pareça. Eu adoro esse cara, tenho ouvido praticamente todos os dias. A arte da capa também é linda.


Invisible — Invisible (1974)

Tenho ouvido muito “Invisible”, de 1974. Esse álbum representa muita coisa pra mim, ouvia na minha infância e estou retomando novamente. Encontrei essa coincidência de o Mayer Soares curtir o Spinetta tanto quanto eu. Ele tem o projeto de fazer uma música sobre ele e me convidou para escrever a letra. Então estou ouvindo muito mais agora, está sendo um caso de estudo. Um dia sem ouvir Spinetta é um dia perdido, é o meu artista predileto da vida e fico transitando para a época do Pescado Rabioso, a minha preferida talvez, que tem essa pegada mais violenta de prog. Esses álbuns não têm desperdício. “Jugo de Lucuma” é top 5 da minha vida.


Chico Buarque — Meus caros amigos (1976)

Tenho uma playlist de fossa que ouço antes de dormir, gosto do prazer de saber que eu posso me sentir triste de vez em quando sem razão nenhuma e isso me faz refletir sobre muitas coisas. O Chico é o meu artista predileto do Brasil, um puta letrista e tem uma voz que mexe muito comigo, é muito foda. A música que mais tenho escutado desse álbum é “Olhos nos olhos”. A MPB dos anos 70 e 80 é de rasgar os pulsos. São coisas que sempre ouvi, mas ouvia muito mais nova, sem entender, e revisitar esse tipo de música hoje com essa maturidade e depois de ter me envolvido com música como trabalho me faz olhar com outra perspectiva.


Foto: Alexandre Salles (RIP)

Bônus: Ángeles Gastambide — E aí?

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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