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EP de Luiz Barbosa é atravessado por experiências amorosas

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Foto: Alan Fototeca

Luiz Barbosa percorreu um longo caminho até o single “De novo”, divulgado em setembro de 2025. Nascido no Rio de Janeiro, o multiartista (é músico, ator e técnico em dança) chegou em Joinville em janeiro de 2016 para fazer um curso de teatro de verão, o professor na época fez o convite para estudar na cidade. Após três meses, já estava de volta com uma mala e um sonho. Nesses dez anos atuando em Santa Catarina, o cantor e compositor foi fazendo as coisas no seu tempo, conhecendo as pessoas, entendendo o caminho que queria tomar e aos poucos foi conquistando espaço. Além da estreia nas plataformas digitais, no ano passado, Barbosa apresentou em novembro o show “Prólogo: Raízes”, para um Teatro da Liga lotado — a segunda parte do espetáculo aconteceu no último domingo (20 de setembro), em comemoração ao lançamento da faixa “Mar morto”. 

Produzida por Vitor Busarello e Lucas Franco, que é coautor da canção, “Mar morto”, mixado e masterizado por Kimbely Arce Neves (NPKN), traz uma estética mais pop e eletrônica, diferente dos outros dois singles, que têm uma sonoridade mais próxima do folk. Neste ano, o artista ainda publicou “Terça-feira”, que saiu em maio e tem produção da dupla Kimberly e Nattana Alvarenga. As três músicas fazem parte do EP “Canções de saudades & ilusões”, que deve ser disponibilizado por completo (são seis faixas) em 2027. Ainda em buscar da sua sonoridade própria, o cantor e compositor está trabalhando em um remix de “Mar morto” em parceria com o coletivo Manguezal, de Joinville, dos DJs Bomah e Hell. Em contato com o Rifferama, Luiz Barbosa falou a temática que amarra as músicas de “Canções de saudades & ilusões”, seu primeiro registro solo.

A minha intenção é continuar esse trabalho de buscar a sonoridade que eu quero, sinto que ainda estou em busca de realmente fincar o pé onde é a minha referência musical, qual é o meu estilo. Quando vou produzir alguma coisa eu penso em criar do meu jeito, não o que funciona. O pessoal tem colaborado bastante com as minhas loucuras musicais. Essas músicas vêm de um mesmo lugar, das minhas experiências amorosas, é isso que conecta elas, embora elas sejam diferentes na sonoridade, elas são conectadas pelo assunto. O drama é parte de quem eu sou. Vou promover “Mar morto” até dezembro. Gosto muito de trabalhar com outras pessoas, cada capa tem um significado e são semanas em cima delas para poder extrair toda a sonoridade nas imagens. Todas as três foram feitas à mão em colaboração com artistas daqui. Tem sido uma experiência absurda falar sobre essas emoções de forma visual.


Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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