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goff estreia solo com EP “exercício pleno da poeticidade”

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Foto: Gabriela Dias

O rapper e produtor Gabriel Garcia, o goff (de goth = gótico, o artista é fã de The Cure, Joy Division e afins), já fazia música antes de morar em Florianópolis. O cantor e compositor não se via parte da cena de Porto Alegre (RS) e decidiu mudar de ares. A amizade com o também rapper e produtor Marcelo Goulart, o hermetism boy, que começou em 2020 pela Internet, também contribuiu para a vinda para Santa Catarina, em 2023. Os dois moraram juntos, começaram o selo RPDC e desde então somam vêm trabalhando juntos, seja fazendo gravações como um duo, incluindo o álbum “entre parênteses”, lançado no ano passado, ou participando das produções um do outro. A parceria entre os artistas é tão forte que uma audição mais cuidadosa revela semelhanças na obra dos dois, até mesmo no jeito de rimar, apesar de trazerem referências estéticas diferentes.

goff, que assina os seus trabalhos como 1goff para separar de outro perfil com o mesmo nome artístico nas plataformas, apresentou em janeiro o seu primeiro trabalho solo, “exercício pleno da poeticidade”. O EP tem quatro faixas e menos de oito minutos de duração e hermetism boy participa da música “sinfonia”. O material tinha um repertório maior, mas acabou devido o conceito voltado para as artes. O rapper e produtor já está planejando o seu álbum de estreia, que deve ter entre dez e 13 músicas, e duas partes distintas. O objetivo do artista é fazer algo cantado também, trazendo elementos do R&B, estilo que é uma das suas principais influências junto com o rock. Em contato com o Rifferama, goff falou sobre “exercício pleno da poeticidade”, o seu começo no rap em Florianópolis e a parceria com hermetism boy.

— Eu já trabalhava com música antes de vir pra cá, mas sempre fiz música com um pessoal de fora. Foi assim que conheci o hermes (hermetism boy), a gente conversava bastante, sempre se ligou nas mesmas coisas, no meio disso acabamos criando um coletivo, fizemos músicas juntos e vim para cá com esse intuito. Mesmo que a cena seja pequena, a gente trabalha para crescer, aqui achava que teria mais oportunidades e foi verdade, nunca tinha feito um show lá, aqui já fiz alguns e consegui mais exposição. Essa amizade aparece nas músicas, temos uma sinergia pela intimidade que temos como pessoas e estamos juntos em quase tudo o que fizemos. No EP solo quis juntar teatro, poesia, dança, tudo num jeito de contar uma história, então eu cito todos os tipos de artes, como se a vida estivesse nesses lugares. Estou para começar um álbum, quero fazer uma coisa maior, estruturada, quero explorar a minha faceta de cantar. 

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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