monnasproject-rifferama

Monnas Project apresenta som imagético no single “Fauves”

O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por SegundoCamerata Florianópolis e TUM Festival


Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Catarse

Foto: Pedro Martins Basso

A existência do Monnas (sem nome em francês) Project só pode ser coisa do destino. O músico Christiano Poletto (voz, teclado e violão) deixou Florianópolis em 2020 para fazer um mestrado em Montpellier, na França, e assim que chegou na cidade começou a procurar pessoas para tocar. Uma semana depois, o lageano acabou conhecendo o manezinho Vitor Mascheretti (voz e guitarra), outro estudante da UFSC, e logo começaram a ensaiar. A banda passou pela pandemia, teve a participação de outros instrumentistas, com a artista local Sandra Benoni (voz, teclado e arte gráfica) como a integrante mais regular. Entre a formação do grupo até o lançamento do single “Fauves”, em dezembro de 2025, Poletto morou na Itália, voltou para a França, mas para outra região, e depois retornou para a sua cidade natal, onde as duas faixas foram gravadas em uma das visitas de Mascheretti à Santa Catarina — o Monnas Project tem bastante material em vídeo no Youtube.

“Fauves” (feras em francês) foi produzido por Stefan Duarte no Fatboo Studio, em Lages, e teve as participações de Augusto Vedana (baixo) e Cristhian Savegnano (bateria), companheiros de Poletto na Calafate. A sonoridade do registro é bem orgânica: tudo foi feito em estúdio, inclusive os sons de bichos, sem uso de IA. “Não é uma questão de princípio, a gente não descarta usar no futuro. A nossa ideia é tentar criar o máximo de imagens no som”, comentou. “Mapinguari” e “Monstro de lama” foram criadas da mesma forma, em um processo livre, misturando todas as influências em uma jam e jogando as palavras sobre o instrumental, como num trabalho de montagem, organizar e escrever. A base da estética do Monnas Project é o rock, mas a banda tem mais de 20 composições prontas para serem gravadas que vão do reggae ao folk, passando pela música latina e experimental. Em contato com o Rifferama, Christiano Poletto falou sobre a musicalidade e o futuro do grupo.

— A gente sempre busca trazer simbolismo nas letras, são mais ilustrativas do que descritivas, pensando em cenários, interações, essa estética chegou de uma forma meio natural, de não julgar a ideia que vem e tentar trabalhar com isso, estruturar a inspiração do momento. Foi uma química musical entre a gente de uma forma que a gente se reunia e saía uma música, temos muita afinidade. “Mapinguari” é baseada em um mito da Amazônica, como se fosse um guardião da floresta e imaginamos isso, uma guerra dos bichos da selva que se vingam conforme a destruição vai avançando. Todo mundo participou do processo de composição, da letra e melodia, é difícil dizer o que é de quem. Fizemos um show na França que está gravado no Youtube, a gente tem o sonho de fazer uma turnê para divulgar essas músicas no futuro, aqui e lá. A logística acaba atrapalhando, mas o nosso plano é gravar um clipe e eu ir para lá gravar um acústico e continuar fazendo a distância. 

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

DEIXE UM COMENTÁRIO.

Your email address will not be published. Required fields are marked *