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Foto: Daniela Leindecker
Em 2024, a cantora e compositora Bia Barros queria participar do show de calouros realizado no auditório do DMU (Departamento de Música) da Udesc e acabou formando uma banda para tocar “Fade Into You”, do Mazzy Star. No mesmo ano, o grupo, batizado de Bia e os Foda-se (ou BFDC) gravou o seu primeiro registro, o audiovisual “Tiny Foda-se”, divulgado no começo de abril apenas no Youtube. Na época da gravação, que aconteceu em outubro de 2024 na casa do baixista Ícaro Sereno, em Florianópolis, a banda contava com Bia Barros na voz e no violão, os guitarristas Tito Flexa e Henrique Moreira e Juan Corvalão na bateria. Todas as oito faixas, incluindo o hit “Não me chame de Clarice Falcão”, foram escritas pela vocalista. A direção do material é de Isabelle Spaniol e Marcel Junior — confira a ficha técnica abaixo.
Com uma estética que pode ser denominada de rock alternativo, Bia e os Foda-se fazem um som com referências diversas, principalmente a dobradinha shoegaze e dream pop, mas também MPB e reggae (sim!). O destaque são as letras e a postura irreverente da vocalista, que mistura música e humor no palco, contando piadas e histórias de improviso. “É tudo ligado à personalidade da Bia, que nos shows vira um stand up musical. No “Tiny Foda-se” nem aparece tanto, mas nos shows isso é presente e queremos fazer isso no som do disco também”, contou o tecladista Luigi Casagrande, que se juntou ao grupo junto com Vini Fonte (guitarra) para substituir os antigos guitarristas. Investindo na divulgação do audiovisual no Youtube, a banda pretende lançar um single ainda neste ano enquanto prepara o álbum de estreia para 2027, com as canções de “Tiny Foda-se” em outra roupagem. Em contato com o Rifferama, Bia Barros sobre a inspiração para o nome e os próximos trabalhos do quinteto.
— Quando começamos a ensaiar ficou uma coisa muito mais do que eram as minhas músicas, a sonoridade mudou, falar que era o projeto da Bia Barros era um pouco estranho. Ficamos um tempão pensando em colocar um nome como banda de apoio, mas nada a ver, ninguém gostava de nenhum. Tenho um amigo que faz música na Udesc, o Pedro, a gente sempre estava tentando fazer o projeto dele ir para frente, mas sempre trocavam os músicos e ele nunca sabia com quem ia tocar, então ele colocou só “Pedro e Foda-se”. Achei a história engraçada e guardei, um dia falei para os guris e todo mundo gostou, com a bênção do Pedro para a gente usar. Queremos lançar um single antes do álbum, de uma música que a gente tem tocado nos shows, não é exatamente um samba-rock, mas também é. Queremos explorar bastante a produção em estúdio, que traz muitas possibilidades de camadas que a gente não tem como fazer ao vivo. Estamos pensando também sobre o Tiny ser lançado nas plataformas mais para frente, como é um trabalho audiovisual, queremos que as pessoas vejam e não só escutem.
Ficha técnica
Voz e violão: Bia Barros
Baixo: Ícaro Sereno
Bateria: Juan Corvalão
Guitarras: Henrique Moreira e Tito Flexa
Áudio
Captação: Leon Corvalão
Edição: Luigi Casagrande
Mixagem: Luigi Casagrande e Marcos Gruchka
Masterização: Marcos Gruchka
Vídeo
Direção e roteiro: Isabelle Spaniol e Marcel Junior
Direção de produção e assistência de fotografia: Isabelle Spaniol
Assistência de produção: Maisa Freitas
Direção de fotografia, color grading e desenho de som: Marcel Junior
Direção de arte: Júlia Dalri
Cenografia: Júlia Dalri e Gabriela Schuelter Tomczyk
Figurino: Gabriela Schuelter Tomczyk
Montagem: Marcel Junior e Pietra Foppa
Agradecimentos: Amora, Brendon Motta, Dalton Medeiros, Daniela Leindecker, Guilherme Hardt, Luigi Casagrande, Miguel Siqueira e Molly, a tartaruga

