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Foto: Ricardo Felipe Kaun
A Day Dreams começou, como dizem, chegando com os dois pés. Sem divulgação de single antes, sem campanha de pré-save ou outra receita pronta que os ditos gurus do mercado repetem: a banda de Blumenau se apresentou nas redes sociais, anunciou a data de lançamento do EP de estreia com um making of e era isso. “Tidal Waves” saiu nas plataformas digitais no dia 12 de julho e André Henrique Schweder (voz e guitarra), Glauber Vilvert (guitarra), Diego Flores (baixo) e Brian Beavis (baterista) mostram uma identidade estética definida, tanto na sonoridade quanto no visual — artes gráficas e ensaio fotográfico. Com seis faixas, o registro foi produzido, mixado e masterizado por Gille Araújo, com direção técnica de Bruno Curbani, enquanto a capa foi criada pelo guitarrista Glauber Vilvert.
“Tidal Waves” é resultado da vontade do vocalista de ter algo próprio após dez anos tocando cover (ainda acontece, mas em outra banda). Com bastante material guardado, o cantor, compositor e guitarrista foi começando a trabalhar na produção das músicas sozinho até fechar a formação em quarteto. As influências principais são Arctic Monkeys, Phoenix, Kings of Leon e Death Cab for Cutie, então o EP segue uma linha que fica entre o indie rock e o alternativo, mas consegue ser diverso. “Bad Karma”, a abertura, é mais pesada, “Wouldn’t Let You” traz uma estética mais pop, com beats e sintetizadores, “Set It Up (To Fail)” tem refrão chiclete e “Wasting Time” encerra de forma contemplativa, com ecos de post-rock. Em contato com o Rifferama, André Henrique Schweder falou sobre a estética de “Tidal Waves”.
— Sinto que como artista tenho que ter alguma coisa estruturada. Artisticamente acho que a entrega foi melhor (como EP na íntegra), a gente chegou onde estava mirando, é isso o que a gente é nesse momento. Precisa ser desse jeito, vou me conhecendo no caminho. Nenhum artista está pronto, é até perigoso falar isso. Tudo foi muito pensado: nome, estética, fotos. A gente cuida muito como se apresenta, não só musicalmente, mas também visualmente. São dez anos de material, de emoções e experiências, traumas e vivências, pontos altos e baixos, em seis músicas. A ideia foi passear pelas referências mesmo. É intencional, também, a ordem das faixas. Começar bem porrada, aliviar e acabar com um final bem épico. E tem a ver bastante com as diferentes fases da vida que esses sons foram vindo também. Escrevo há um bom tempo e eventualmente eles tinham que sair e esse foi o melhor momento.
Ficha técnica
André H. Schweder: Voza e guitarra
Glauber Vilvert: Guitarra
Diego Flores: Baixo
Brian Beavis: Baterista
Gille Araújo: Produção, mixagem e masterização
Bruno Curbani: Direção técnica

