philheadway-rifferama

Músico e escritor, Phil Headway é manezinho tipo exportação

O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo, Camerata Florianópolis e TUM Festival


Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Catarse

Foto: Tutti Headway

O cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical Phil Headway, nome artístico do manezinho Felipe Gustavo da Silva Pereira, 37, é um fenômeno. Nos seus últimos dois álbuns, “Nerthus” e “The Answers”, ambos lançados em 2025 nas plataformas digitais, o artista, que também é um escritor com dois livros publicados (assina como P.G. Headway para diferenciar as duas personas), gravou praticamente tudo sozinho: além da captação no seu estúdio em casa, o músico tocou gaita de boca, guitarra, violão, baixo, órgão, bateria, percussão, flauta, banjo, bandolim, ukelele, piano e escaleta (e criou os efeitos sonoros) — Headway só não fez alguns vocais, de apoio, os metais, a mixagem e a masterização, a cargo de Diego Nunes e Demis Kohler, respectivamente (confira as fichas técnicas abaixo).

Pela alcunha e sonoridade, Phil Headway poderia facilmente passar por um artista internacional. Prolífico, o compositor tem mais de 150 canções escritas, material para muitos álbuns: até o momento, o músico gravou três, sendo o primeiro, “Philline”, divulgado em 2023. A estética da sua obra tem motivo familiar. “Meu pai ia muito para os Estados Unidos fazer pesquisa e trazia a cultura de lá para cá. Teve uma vez que meus pais foram juntos para o Texas e trouxeram muitos álbuns do Bob Dylan. Viver nesse meio cultural me influenciou totalmente, principalmente a parte elétrica da carreira do Bob, é a minha linguagem, sempre foi”, comentou. Com referências do folk, rock e blues, Headway começou a se desenvolver em diversas áreas, morou na Irlanda para afiar o inglês e aprendeu a tocar o maior número de instrumentos possível para não depender de ninguém. Em contato com o Rifferama, Phil Headway informou que os planos para futuro incluem o lançamento de novos álbuns e a finalização do musical “The Dream Rider”, que começou a ser escrito em 2009, quando morava no exterior.

— O que me move em relação ao propósito é trazer mensagens que façam lembrar as pessoas de quem elas são, das suas verdades, me incomoda muito ver pessoas na profissão errada, fazendo coisas que não queriam fazer, isso tudo me comove. A minha verdade é encontrar a tua verdade, procuro trazer questionamentos, muitas vezes políticos ou emocionais, e são sempre baseadas na verdade. Estou remixando e remasterizando o meu musical para colocar nas plataformas digitais. Tenho mais de 150 composições, meu primeiro álbum, “The Mourning”, fiz em 2007, mas não está ali. Mas tem muito mais se for contar, muita coisa gravada. Agora estou resgatando esse musical e tem outros álbuns que serão lançados, como gravo tudo sozinho, tenho mais trabalho. Sou bem perfeccionista, a mixagem e masterização do “The Answer” levou quase seis meses. Teve faixa que foi e voltou quase 20 vezes, a gente vai polindo até ficar num nível mais próximo de profissional possível.

Ficha técnica

Produção, arranjos e arte da capa: Phil Headway
Mixagem e masterização: Demis Kohler
Voz de apoio: Franciele Conde, Sofia Ouriques e Tutti Headway
Saxofone em “When I Try”: Braion Johnny


Ficha técnica

Produção e arranjos: Phil Headway
Mixagem e masterização: Diego Nunes
Arte da capa: Clelia Schulze
Voz de apoio: Franciele Conde
Saxofone em “Just Take My Order”: Maycon de Souza

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

DEIXE UM COMENTÁRIO.

Your email address will not be published. Required fields are marked *