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Sofi Frozza conseguiu uma façanha: converter seguidores em ouvintes. Não é comum se deparar com artistas que são produtores de conteúdo e têm números expressivos, mas não conseguem fazer com que as pessoas consumam o seu trabalho autoral. Com mais de 950 mil fãs apenas no TikTok, a cantora e compositora de Itajaí tem músicas que passaram dos milhões de plays, como “Exagero” (3,6 milhões) e “Illy” (8,8 milhões), ambas lançadas em 2022 — os dados são do Spotify. “As minhas músicas falam muito sobre saúde mental, é uma coisa mais introspectiva mesmo, as pessoas se identificam comigo e com as letras. Essa exposição (nas redes sociais) ajudou, mas não é mais o meu foco”, contou Sofi, que começou a publicar covers em 2020, aos 16 anos. As primeiras canções começaram a ser divulgadas nas plataformas digitais no ano seguinte, com o EP “Almost 18”, gravado por ela mesmo utilizando um celular, um violão, um ukulele e os objetos que tinha pelo quarto.
A experimentação é uma característica marcante da artista, que tem mais de 20 trabalhos solo lançados, incluindo singles, versões e três EPs, sendo o último, “Love Bug”, de 2025. Grande parte desse material é produzido pela cantora e compositora, que já trabalhou com o selo Nossa Toca. Atualmente, a artista se divide entre as suas criações e como vocalista da Daguerre, que foi tema de um post aqui no portal sobre o EP “Crisálida”, também lançado no ano passado. “Acho que é melhor fugir”, seu primeiro projeto de 2026, que saiu em 7 de fevereiro nas plataformas digitais, anuncia um novo momento. A faixa traz elementos de estilos como drum and bass e hyperpop, e soa mais acelerada e eletrônica, com uma letra feita para sentir. Em contato com o Rifferama, Sofi Frozza afirmou que está produzindo outras duas músicas com essas referências, inspirada em artistas como PinkPantheress e YMA e falou sobre o novo single.
— Escrevi essa música enquanto tentava me reconhecer em meio ao caos de crescer. Aos 22 anos, entre memórias, dúvidas e a vontade constante de escapar, a letra nasce dessa sensação de estar sempre em movimento, mas nunca totalmente segura de onde estou. É uma faixa sobre crescer, se confundir, lembrar do passado e perceber que, se você não viver o presente, ele passa — e leva um pedaço de você junto. O contraste entre o ritmo acelerado e a letra introspectiva cria uma sensação de dança em meio ao caos: é música pra se mexer, mas também pra sentir. Eu comecei a escutar drum and bass nos últimos três anos e gosto bastante de PinkPantheress, Princess Nokia também, a YMA usou uma referência no novo álbum dela que eu curti muito e ouvi antes de gravar esse single, “Fritar na areia” foi uma música que me trouxe uma luz. Eu produzi completamente sozinha, fui juntando as inspirações. Eu sempre fui muito de experimentar, não é só sobre a qualidade do trabalho, mas sobre a criatividade. Não é algo que deixo de mirar, ainda quero fazer músicas bem produzidas, como outros projetos que já tive o privilégio de participar como “Exagero”.
Nesta quinta-feira (16), Sofi Frozza participa da turnê conjunta “Os opostos nos atraem”, com as bandas Machete Bomb & Picanha de Chernobill. Os shows seguem até domingo e passam pelas seguintes cidades: Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville e Blumenau.
Foto: Rafaela Darkarrtt

