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A Spoils começou de forma despretensiosa, após uma interação entre Luiz Chagas (voz) e Terence Camargo (guitarra solo) nas redes sociais. O vocalista comentou em uma publicação do guitarrista tocando um riff e se colocou à disposição caso ele quisesse montar uma banda. “Ele postou um riffzão groovadaço e eu pensei, era isso aí mesmo. Eu já estava com essa inquietação de fazer vocal”, contou Chagas. Aos poucos o projeto foi tomando forma, com Robson Pereira (baixo), Airan Pascoal (guitarra base) e Jonas Szymanski (bateria), o último a se juntar ao time, que é baseado em Joinville. O quinteto trabalhou durante um ano no conceito e na sonoridade do grupo até divulgar o primeiro lançamento, “Still Alive”, que saiu em dezembro nas plataformas digitais, mesmo mês em que estreou nos palcos. O single foi gravado, mixado e masterizado por Mauri Mattos Neto, que também editou o videoclipe que tem imagens e direção de Renan Bett (Madrigal Filmes).
A Spoils faz um som pesado e moderno, que pode ser categorizado como metalcore, mas carrega referências de outros gêneros, como o hardcore, com letras em inglês. A temática das letras vem do significado do nome da banda. “Espólios são as experiências que guiam as nossas atitudes e moldam o nosso caráter. Espólios de batalhas internas e externas que constroem a identidade, falando de conflitos, resistência e, principalmente, a recompensa que surge após a guerra”, diz o texto de apresentação do grupo. Esse conceito estará presente no EP “After the War”, que sai no final de junho, e também no álbum de estreia da Spoils, que está em processo de gravação com Gustavo Felipe, no estúdio Valhalla, em Joinville. A banda está trabalhando em um repertório de cerca de dez músicas, refinando a sua proposta artística. Em contato com o Rifferama, o cantor e compositor Luiz Chagas falou sobre a sonoridade e os planos do grupo.
— Desde o início a ideia sempre foi fazer som pesado, em inglês, e falar sobre as nossas lutas, o que a gente passa no dia a dia, pegar o cotidiano e transformar em algo sonoro. É difícil a gente se colocar dentro de um contexto, é x ou é y, a gente busca trazer o máximo de autenticidade para o nosso som, a gente não tem uma régua. O Airan gosta de metalcore, o Terence de groove metal e hardcore, e isso molda o que a gente compõe. Depois de “Still Alive” temos uma ideia mais consolidada e estamos na parte da captação, concluindo as guitarras, depois vamos colocar baixo, voz e fazer a mixagem e masterização. Está fluindo bem, acontecendo da maneira que a gente precisa. Passamos um ano fazendo produção, nosso primeiro show foi em dezembro, estamos considerando gravar mais um clipe. As músicas vão seguir mais ou menos a intensidade do single, depois do “After the War” vem outro EP, “Comes the Reward”, e o terceiro lançamento, que é o álbum compilando tudo.


Excelente matéria !!!