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O público que acompanha a Barba Rala já conhecia o repertório do álbum de estreia da banda, “Nos tempos do egoritmo”. Todas as 11 faixas do disco, lançado na última sexta-feira (10 de abril) nas plataformas digitais, vem sendo tocadas desde o primeiro ano do grupo, formado 2017 em Santa Rosa do Sul. João Antônio Pereira (voz e guitarra), Weskley “San” Raupp (guitarra), Kauê Tavares (baixo) e Luiz Paulo Gomes (bateria) se prepararam muito para chegar nesse momento. A produção começou em 2020, na pandemia, com as etapas técnicas de gravação, mixagem e masterização a cargo do guitarrista. O grupo conseguiu lapidar as músicas nos mínimos detalhes até fazer a divulgação, que começou em setembro de 2025 com o single “A mentira bem contada”, que rendeu o prêmio de Revelação no 14º Festival da Canção de Balneário Camboriú — “Ser o que não é” e “Ponto de vista” foram as outras duas liberadas previamente, também no ano passado.
Conceitual, “Nos tempos do egoritmo” aborda temas como a busca por validação, a distorção da percepção da realidade, o individualismo, o contraste entre coletivo e ego, entre outros tópicos, toda a narrativa influenciada pelas redes sociais e seus algoritmos e excesso de informação. Apesar de ter um mote central, cada faixa tem seu universo próprio, tanto no texto quanto na sonoridade. O quarteto faz um som coeso, com bastante identidade, trazendo influências de rock alternativo brasileiro, mas também do progressivo, stoner e psicodelia, uma mistura explosiva de System of a Down, Queens of the Stone Age e Rage Against the Machine com Charlie Brown Jr. e Sepultura. É um som pesado, com muitos riffs e texturas de guitarra, groove e refrãos marcantes. Em contato com o Rifferama, Weskley “San” Raupp falou sobre a satisfação em poder entregar esse álbum após tantos anos de trabalho.
— A gente ficou bem contente com o resultado, ficou uma sonoridade que não lembra ninguém, tem uma identidade. As músicas às vezes não são convencionais, mas no quesito de sonoridade ficou bem único e orgânico. Apesar de todas as músicas terem identidade própria, elas conectam com o conceito do álbum, do ego, da pressa, da hipocrisia, tudo isso ligado às tecnologias atuais. O foco é refletir sobre esses tempos. Esse álbum é um presente para os nossos fãs, foram mais de oito anos com a galera pedindo, a gente agradece a eles pela paciência, estamos cumprindo esse ciclo. Que as pessoas possam absorver as músicas de outra forma. A Barba Rala tem essa característica do show ser bem pra frente e físico, ao vivo a gente quebra tudo. Escutando em casa dá ter outra perspectiva, refletir também. Elas são imersivas. Queremos que as pessoas vejam por esse lado.
Foto: David Cardoso

