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Foto: Geovane Viana
Em 2024, o guitarrista Egon Formonte decidiu montar uma banda após quase dez anos afastado da música. Conhecido na cena roqueira de Brusque pela atuação com as bandas Rocket Thieves, Etílicos e Sedentos e As Palavras Queimam, o músico se reuniu com Natália Cristina (voz), Adrielle Campos (baixo) e Iuri Marques (bateria), formação que gravou o single “Más escolhas”, divulgado em outubro nas plataformas digitais. Na mesma época que produziu essa música, a Inabitantes gravou mais três faixas no estúdio Electric Meduza com o produtor Matheus Henschel. O material dessas sessões que aconteceram em agosto de 2025, foi batizado de “Resíduos programados”, será disponibilizado oficialmente no dia 13 de junho, mas já está liberado para audição no site do quarteto (escute), que está tralhando para lançar mais um EP neste ano.
Com referências do rock alternativo e da música brasileira, a banda, que virou um quinteto com a entrada da tecladista Kadryzze Luara, decidiu liberar essas sobras de estúdio para entregar mais conteúdo da Inabitantes, mesmo que o resultado não seja o ideal do ponto de vista técnico. “Antes do single gravamos as quatro músicas ao vivo, mais para o Matheus (produtor) entender o que a gente fazia e escolher uma para lançar. Foi muito legal o que a gente tocou e gravou. Tem acorde fora, é uma virada meio estranha aqui, um baixo que não encaixa ali, está razoável, é uma coisa que sobrou (por isso o nome). Só temos uma música, vamos lançar para o público ter um pouco mais da Inabitantes”, comentou o guitarrista. Com shows agendados em Brusque, Blumenau, Balneário Camboriú e Palhoça, o grupo segue em busca de uma estética própria enquanto prepara o seu álbum de estreia, que deve ter nove faixas. Em contato com o Rifferama, Egon Formonte falou sobre as possibilidades da Inabitantes.
— Tirando eu e o Iuri (baterista), ninguém é de Brusque. É outra coisa, outra visão, de uma galera que não está nessa cena, é rejuvenescedor. Estamos nesse processo de buscar o que cada um quer fazer, nesse lugar de experimentação. Eu componho mais do meu jeito, a Nati canta muito mais alto, mais longe do que eu, estamos adequando como usar as duas vozes ao nosso favor. A Adri já trouxe uma música, ainda não tem nada da Inabitantes, temos muito as nossas referências pessoais. Nos últimos anos eu saí do rock and roll e estou em outros lugares, a Adri e a Nati estão numa coisa mais pop, o Iuri é metaleiro e a Kadryzze vai para o folk, um universo que estamos interagindo mais. Temos agora mais uma possibilidade, que é o teclado, queremos lançar o EP para abrir um leque de mais músicas para as pessoas ouvirem, mais visuais e conteúdos. Estamos nos inscrevendo em editais e vindo com esse álbum que vai se chamar “Tamanhas possibilidades” pro fim do ano ou começo do ano que vem.

