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Tutu Nana segue expandindo discografia e identidade sonora

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Foto: Eduardo Chagas

A identidade estética da Tutu Nana, banda formada após o encerramento das atividades da John Filme (2010-2020), continua em construção. Prova disso são os lançamentos que o grupo divulgou neste ano. “Borma”, álbum que saiu no dia 11 de junho nas plataformas digitais, traz músicas compostas no mesmo período em que Fernando Paludo (bateria e voz), Akira Fukai (guitarra e voz), Jivago del Claro (baixo e voz) e Carolina Acaiah (flauta e voz) gravaram os discos “Mono” e “Dark Rave”, divulgados em 2023 e 2024, respectivamente. O quarteto começou a se reunir em 2021 em um sítio em Chapecó e escreveu mais de 80 faixas, que ainda estão sendo apresentadas para o público — em três anos e meio, o catálogo da Tutu Nana já soma seis álbuns, três EPs e 12 singles, que dialogam entre si tanto pelo período em que parte desse material foi produzido, mas também pela sonoridade única da banda.

Neste ano o grupo lançou também o EP “Sobre as aves” (março) e o álbum ao vivo gravado no Bar Alto, em São Paulo, onde o quarteto é radicado desde 2023. O registro traz versões diferentes de algumas canções dessa leva de Chapecó como “Baioneta” e “Seringueiro” e também do single “Gyudon”, divulgado em fevereiro. “Nesses anos em São Paulo tocando mais show, a gente conseguiu refinar um pouco algumas coisas e botamos isso que a gente foi adquirindo nessas músicas antigas. É muito louco perceber isso, de certa forma a gente mudou um pouco, mas também complementou o que a gente já fazia em Chapecó”, contou o baterista. As inéditas desse show serão regravadas para o próximo álbum da Tutu Nana, que está em fase de produção e tem previsão de lançamento para setembro. Em contato com o Rifferama, Fernando Paludo falou sobre o momento da banda.

— Na época (que a banda começou) a gente não tinha muito contato com esse outro lugar da música, que era mais de pensar as coisas fora do ao vivo, das vozes e flauta, lá (em Chapecó) a gente estava concentrado em tocar e fizemos esses três discos. Nessa vinda para São Paulo a gente lança o “Sobre as Aves”, que a gente gravou no A Porta Maldita, o lugar que mais está tendo bandas novas tocando em SP. O ao vivo retrata bem como a gente está tocando em 2026, vamos lançar as versões gravadas dessas músicas, esse material novo está para vir e vai ser um disco de mais ou menos 11 músicas. Esse disco novo vai mostrar bem o efeito que a banda teve se mudando de Chapecó. É um pouco parecido com as coisas que a gente fazia, mas tem alguma curva de musicalidade, as músicas tomaram um rumo diferente. São justamente essas que estão aparecendo no ao vivo.  



Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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