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Foto: Alex Marcelo Bezerra
A Lapso foi criada em 2022 por um grupo de amigos do ensino médio do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) Campus Gaspar, no Vale do Itajaí, em princípio para fazer covers de músicas pop brasileiras. Nos dois anos seguintes, o quinteto formado por Layla Grazielli Campos Fonseca (voz), Francis Lopes Cerqueira Frena (violão, guitarra e voz), Selton Souza Martins (guitarra e voz), Bernardo Pires Mesko (teclas, acordeon e baixo) e Grégori Sabel (bateria) tiveram a oportunidade de participar das Polinizações, mostras artísticas, do Coletivo Colmeia, em Blumenau, e mudaram o foco. “O Colmeia exige pelo menos 60% de repertório autoral no show, era um incentivo a mais para a gente ter as nossas músicas. Depois disso paramos de fazer cover, nos apaixonamos pelo processo de composição. O coletivo foi essencial para a gente descobrir o que queria fazer como banda. Gostamos mais de produzir arte do que de fazer show”, contou o baterista.
A estreia veio em 2024 com os singles “Amor é para quem sabe amar”, com as músicas “Dente de leão” e “Ricocheteou”, e “Mundo das ideias”. No ano seguinte, o grupo lançou três faixas gravadas ao vivo no Colmeia, incluindo a inédita “Sala de estar”. O EP “Tô quase…”, divulgado em maio nas plataformas digitais, mostra um amadurecimento da proposta estética da Lapso, que traz referências do pop, da MPB e também do indie rock, e também a importância do coletivo. Cada integrante escreveu uma das cinco canções do repertório. Além do registro, que tem produção de Arieu Felipe e foi viabilizado com recursos da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), a banda filmou um videoclipe para “Artéria”. Em contato com o Rifferama, o baterista Grégori Sabel falou sobre a importância de todos no processo criativo e também da sonoridade diversa da Lapso.
— O EP é bastante variado no estilo, tem uma mudança que vai acontecendo nas músicas. Nós organizamos elas para ser assim mesmo, de umas mais agitadas para outras mais tranquilas no final. Essa diversidade tem tudo a ver com elas terem sido escritas por integrantes diferentes, não foi algo premeditado, no geral eram essas músicas que nós trabalhamos na época, percebemos o que estava acontecendo (uma música de cada) e achamos simbólico para ser o nosso primeiro EP. As músicas não são da mesma época, temos referências muito diferentes e ficou interessante, mostra um pouco do que somos, nossa identidade é o que conseguimos colocar ali, um pouco de cada um, mesmo sem conseguir descrever, funciona bem. Temos outras músicas para lançar, não sabemos como vamos lidar com isso, metade da banda está em Gaspar, a outra metade em Florianópolis, mas alguma coisa vai acontecer.
Ficha técnica
Composição e voz: Layla Grazielli Campos Fonseca
Violão e guitarra: Francis Lopes Cerqueira Frena
Guitarra: Selton Souza Martins
Teclado, baixo e acordeon: Bernardo Pires Mesko
Bateria: Gregori Sabel
Vocais de apoio: Bernardo Pires Mesko, Francis Lopes Cerqueira Frena e Selton Souza Martins
Produção, mixagem e masterização: Arieu Felipe
Captação, direção e edição: Selton Souza Martins
Imagens banda: Alex Marcelo Bezerra
Assessoria de imprensa: Orbe Comunicação

