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Foto: Marcelo Bezerra
A trajetória da Sugar Coated, de Blumenau, não segue uma linearidade. Assim como a música que Felipe Condessa (voz), João Rubens Welter “Jeremias” (guitarra solo), Vicente Setti (guitarra base), Ricardo Anesi (baixo) e Raimundo Lima “Ramus” (bateria) fazem. “Futilidade”, primeiro single do EP “Desculpa qualquer coisa”, foi gravado em 2022 por uma formação diferente, e, tirando a energia caótica que a banda apresenta, a música é bastante diferente de “Adulterado”. O primeiro lançamento do grupo, que saiu em setembro de 2025 e faz parte da leva mais recente de composições da Sugar Coated (a faixa não estará no EP). As letras intimistas guiam os arranjos, o que explica a variedade estética da banda. “A prioridade é sempre passar o sentimento da letra como a gente gostaria e, às vezes, para essa finalidade a gente transita entre gêneros musicais e dinâmicas”, comentou Felipe Condessa.
Ainda sem data para sair nas plataformas digitais, “Desculpa qualquer coisa” já tem show de lançamento marcado. A Sugar Coated divide o palco do Ahoy! Tavern Club, em Blumenau, com as bandas Planoreal, Panaceia e Válvula77, no dia 9 de agosto (ingressos). A sonoridade do grupo alterna entre elementos do punk rock, do indie rock, do hardcore e também da música brasileira, como a levada de samba em “Adulterado”, que o vocalista teve de convencer os outros integrantes para manter na mesma gravação. “Ela foi bem arriscada, mas eu acreditava que a mensagem da letra precisava fazer essa transição nos ritmos. Essa já é uma composição mais madura nossa”, contou. “Desculpa qualquer coisa”, de certa forma, também mostra uma evolução por parte da Sugar Coated, que regravou grande parte do material. Em contato com o Rifferama, Felipe Condessa falou sobre o processo de produção do EP e identidade da banda.
— Nossa banda sempre teve uma divergência entre os gostos musicais, por isso que desde o começo houve mistura de elementos daquilo que cada um gosta e isso se tornou uma característica da banda. No EP a mistura entre gêneros não está tão maluca quanto no single “Adulterado”, mas ainda sim há bastante variação. Terminamos de gravar tudo em 2024 e depois percebemos que não tinha ficado como a gente queria que soasse, então fomos às regravações. Foi uma loucura, misturando pré-produção de algo que estava teoricamente com estrutura pronta e uma longa pós-produção. Todo o processo foi comandado pelo produtor Lúcio Locatelli, acompanhado pelo Ramus, que teve um papel importantíssimo regravando bateria, partes do baixo, das guitarras, adicionando teclados, vocais e até rearranjando parte das músicas. Com essa formação passamos o ano todo ensaiando focados em apresentar um show inesquecível para o lançamento do EP e essa grande fase da banda que se inicia agora.
Ficha técnica
Estúdio de gravação: Darlan Dias Sala de Ensaio
Produção, mixagem e masterização: Lúcio Locatelli
Voz principal: Felipe Condessa
Vozes de apoio: João Rubens Welter “Jeremias”
Guitarras: Vítor da Rosa e João Rubens Welter “Jeremias”
Baixo: Matheus Helfrich
Bateria: Marcos Machado

