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Deserta resgata os anos 1980 com o álbum “Hard Times Ahead”

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Foto: RK Fotografia

Na segunda metade dos anos 2000, principalmente, o hard rock voltou com força aos holofotes. Muito por causa das bandas suecas como Crashdïet e H.e.a.t (o segundo vocalista chegou a fazer parte do Skid Row — aquele mesmo) e também os norte-americanos do Steel Panther, entre outras. Gravadoras especializadas e festivais vêm conquistando novos fãs, mas também mantendo a chama do estilo acesa, apostando na nostalgia. No Brasil, o Deserta, é um dos grupos que melhor representa a estética do hard rock, tanto na parte musical quanto visual. “Não é algo forçado. A gente gosta disso, do vintage, me criei com meus tios assistindo os filmes clássicos dos anos 80. Eu ia com essa roupa na padaria, com calça de onça”, afirmou o cantor e compositor Uly Dolph. Formada em 2007, em Joinville, a banda divulgou em fevereiro o segundo álbum, “Hard Times Ahead”, mais um lançamento pela gravadora dinamarquesa Lions Pride Music.

A diferença desse novo trabalho para “Don’t Dare Stop”, que saiu em 2023, é o amadurecimento do repertório e também na forma de fazer as coisas. O disco de estreia foi gravado pela própria banda, que é composta por Uly Dolph, Thiarray Priester (guitarra), Maikon Koroll (baixo), Fab Jablonski (teclados) e Renato Haferman (bateria). “Hard Times Ahead” teve a participação de Guilherme Santana na guitarra e foi captado em Joinville por Douglas Bifaroni: a produção foi feita à distância, com Ed Omar Carabante e Chris Siloma na Dinamarca. A arte da capa do álbum é de autoria de Lucca Diniz e o videoclipe para a faixa de abertura “Don’t Let Me Forget” e seus mais de sete minutos de duração é assinado pela Madrigal Filmes. Em contato com o Rifferama, o vocalista falou sobre esse revival do hard rock e também a evolução da sonoridade do Deserta no novo registro.

— Hoje a gente sente que estão resgatando o vintage em todos os estilos. No hard rock tem as bandas que começaram na mesma época que a gente, as europeias chutaram a bola lá em cima e o hard rock voltou com tudo. Parece que os anos 1980 não acabaram, a gente toca o que gosta e faz de um jeito caprichado, completamos 19 anos e evoluímos muito. É uma época boa para nós. No primeiro disco alcançamos o máximo fazendo nós mesmo, agora pegamos a gravação crua e mandamos para a nossa gravadora até chegar no som mais perfeito para a nossa sonoridade e para eles também. Em “Don’t Dare Stop” a música mais recente era de 2016, que foi na época que começamos a gravar. Esse novo todas foram compostas em 2024, “Hard Times Ahead” representa a nova fase e o amadurecimento da banda. As influências continuam as mesmas, mas vamos tendo novas ideias e aperfeiçoando. Tem música pesadona, outras mais festivas e baladas no meio também. 


Ficha técnica

Uly Dolph: Voz e composições
Deserta: Arranjos
Thirray Priester: Guitarra
Fab Jablonski: Teclados e vocais de apoio
Maikon Koroll: Baixo e vocais de apoio
Renato Hafermann: Bateria
Guilherme Santana: Guitarra (participação)
Douglas Bifaroni: Captação
Produção, mixagem e masterização: Ed Omar Carabantes
Produção executiva, coprodução e layout: Chris Siloma
Arte da capa: Lucca Diniz
Direção e imagens: Renan Bett
Iluminação: Adri Perdiz
Colorização: Taysson Bett
Edição: Matheus Maciel

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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