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A Voorish, projeto de black metal de Juliano dos Santos “Devil From Chaos” (voz), perdeu todos os integrantes cerca de um ano após o lançamento do álbum de estreia, homônimo, que saiu em agosto de 2024 nas plataformas digitais. Como fundador da banda, o músico decidiu seguir e recorreu a amigos para a reformulação. Wagner Barros “WAG” (bateria) era o único o nome que o vocalista tinha em mente naquele momento e o convite foi aceito prontamente. Eles se conheceram em uma turnê em 2018 dos grupos que faziam parte na época, Rest In Chaos e Somberland, respectivamente, e desde então vinham planejando uma colaboração futura. O posto de baixista foi ocupado por um velho conhecido — Adriano “Dree” Alves, agora “Volac”. Com o time definido e Devil From Chaos tocando guitarra, a Voorish lançou o single “Black Crows” para apresentar a nova formação.
A música foi divulgada apenas no Youtube, com videoclipe dirigido por (be) alien, enquanto toda a engenharia de áudio (captação, mixagem e masterização) ficou a cargo de Marlon Joy Ramos, do estúdio Undercave e companheiro de banda do vocalista e do baixista na época da Rest In Chaos. A escolha pelos novos integrantes, além da amizade, se deu por uma afinidade musical. “Black Crows” traz uma sonoridade mais crua e direta em comparação ao primeiro disco, mas conceitualmente a Voorish está mais agressiva, misantrópica e satanista. Para os próximos passos, o grupo deve fazer uma campanha para divulgar a capa e o single nas plataformas digitais e também está preparando um show apenas com hinos inéditos, com exceção de “Dark Ages”, única faixa que será mantida do antigo repertório. Em contato com o Rifferama, Devil From Chaos falou sobre a nova formação e informou que a Voorish está trabalhando no segundo disco, previsto para sair no começo de 2027.
— Em 2018, o Wagner e eu nos aproximamos muito e ele abraçou a causa. Era a oportunidade que a gente tinha de fazer algo juntos. No início até cogitei chamar alguém para tocar guitarra, mas a cena é pequena e a maior parte das pessoas não tinha compatibilidade musical com a gente. A gente já conhecia o jeito de tocar um do outro, e com menos pessoas o trabalho é menor e são menos opiniões para divergir. Eu toco com o Adriano há 26 anos, ele é um camaleão e desde o começo da Voorish ele quis fazer parte, temos uma conexão muito grande. A fase antiga é legal, mas ficou no passado. (O som) está mais agressivo que antes, tem mais misantropia, com pitadas de satanismo e todo tipo de rejeição à humanidade. É um novo estilo de black metal, mais cru, com a nossa personalidade. A ideia é que até fevereiro a gente apresente um álbum que vai ser bem importante para essa nova fase.

