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Tetric Tone: décadas de amizade e metal em álbum de estreia

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A Tetric Tone é fruto do reencontro de músicos que fizeram parte da cena do metal catarinense desde a década de 1980, em Florianópolis. Alexandre “Camisão” (voz), Claudio Regis (baixo) e Rafael “Grilo” (bateria) tocaram na banda Vastness entre 1989 e 1993, com duas fitas demo lançadas — a segunda foi gravada já sem o vocalista, que saiu do grupo em 1992. O cantor e o baixista também integraram a Agony (1992 e 1993). Depois da Vastness, o baterista foi um dos fundadores da Morbus Inferno, que durou entre 1996 e 2003 e teve na sua formação os guitarristas Giancarlo Domingues e David Victor. Há dez anos, esse quinteto se reuniu para tocar covers de Black Sabbath com o objetivo de relembrar os velhos tempos. “Tetric One”, álbum lançado no dia 21 de agosto nas plataformas digitais, é uma celebração à amizade e ao heavy metal. 

Foram cinco anos de ensaiando e compondo até chegar no repertório do disco, com nove faixas, incluindo o single “Oniric Reality”, divulgado em julho. As músicas foram captadas de dezembro de 2025 a março de 2026 no estúdio do baixista Claudio Regis, que também fez os arranjos de cordas para a instrumental “Hypoxia” e “The Freak”. A produção de “Tetric One” ficou a cargo de Ricardo “Rhino” Rocha e arte da capa assinada por Desenhos Malditos. Com influências de Black Sabbath, Mercyful Fate, Candlemass, entre outras bandas, o quinteto faz um som que fica entre o heavy metal clássico e o doom: é pesado, lento e com ênfase nos refrãos. Em contato com o Rifferama, Alexandre “Camisão”, que é o letrista do grupo, falou sobre a estética do álbum e comemorou o resultado após anos de trabalho.

— Escutar metal é a nossa cachaça e tocar é a pelada da semana. Em vez de jogar bola, a gente se reúne para fazer churrasco e ensaiar. Pelo menos para nós da banda. Sempre toquei com amigos e tinha que ser com quem a gente já conhecia. Com quase cinco anos de banda falamos em fazer música, eu já tinha umas ideias, saíram “Mayday” e “Oniric Reality” e assim foi, quando vi já tinha umas seis músicas e a gente começou a se mexer para gravar um disco. Nosso som é uma mistura da trajetória de todos, tem alguma coisa de Metallica e Testament, mas é basicamente Black Sabbath, o doom com refrãos marcantes do metal clássico. Tem que ter um refrão forte para marcar a música, o pessoal lembrar dela. Fizemos um bom trabalho, digno, é honesto, não é forçado, tudo saiu naturalmente, por isso tem tantos elementos na nossa músicas. O que está ali é um resumo da nossa trajetória no metal em mais de 30 anos. 

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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