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zux, era um apelido antigo, jezux, super normal, bem tranquilo, me chama do jeito que quiser, até eu estou me acostumando, meu DNA, minha digital musical sempre será o ragga, raggamuffin’, dancehall, bebendo da fonte do reggae, a nascente desse rio maravilhoso que é o reggae, o olho d’água, a gente vai se descobrindo, o raggamuffin’ tá cada vez mais, não sou mais raggaman, mas cada vez mais ragga.
interessante no sentido de desvincular rótulos, deixar que a arte fale, tenho muita coisa pra lançar, muitas ideias e experiências a fazer, sempre com essa diretriz, essa raiz aí, continuar com as produções que tem sido muito bem feitas, como estou passando por um amadurecimento artístico e musical, quero fazer muita coisa ainda nessa linha do ragga, trabalhando experimentos, foi uma intuição que tive de trabalhar um nome artístico mais simples, se eu quiser amanhã fazer um disco de MPB, sempre estarei com os timbres do ragga, porque não, a vida artística é assim e nos traz esse caminho. a gente tem que ter coragem de mudar, é como se tivesse dado um ou dois passos pra trás, tem que ter paciência no retorno.
“chegô ligado” é uma música que mostra bem esse novo ciclo, que tem diretamente a ver com a mudança do nome, é um recomeço, não é o fim de nada, mais maduro, mais afiado. ela tem essa pegada de identidade, pertencimento, e ao mesmo tempo do nada eu venho com crítica a quem está nesse meio como público e até alguns artistas, que tratam com superficialidade as raízes das coisas, pessoas que são vazias e estão nesse meio somente com a parte externa, e a gente identifica, ao mesmo tempo que tenho esses dois lados, estou firmando o meu posicionamento, meu pertencimento com muito orgulho, mas criticando ao mesmo tempo sem avisar, dando voadera.
mais uma produção do manguemix. a ideia do clipe era gravar na maratona cultural, gostaria de mostrar algo novo que não tenho, tenho ido bastante nos soundsystems, fazendo teste nos riddims, traz mais confiança, mais bagagem, a ideia é preparar um novo show, com beats, os riddims os mesmo, outras com novas roupagens e as novas músicas pra dar uma encorpada. tive a ideia de fazer o clipe, tem mais a ver com a parte urbana, com o pulsar da cultura urbana, a ideia era homenagear a cultura de rua, com a cidade bombando, a ideia era somente essa, fizemos duas noites, uma mais vazia na cidade, pra mostrar o contraste, o quanto importante é a cultura, pulsando, numa segunda-feira à noite, exploramos bastante as ruas vazias, com cerejas de bolo, momentos mais reflexivos na escadaria do rosário, lugar histórico, arte do bruno barbi, politizado, rostos de pessoas que já se foram, pessoas que estão vivos entregando, entrega linda eu achei. clipe no meio da galera diferente, a ideia cresceu, achei sensacional, os cortes, cada momento da letra, fizemos muitos takes pra ter material mesmo, foi um trabalho sensacional.
zux e selo vira-lata records, todas as músicas, agora sou meu produtor fonográfico, tenho meu próprio selo, tinha lançado outras músicas, agora em julho lanço o terceiro single, “desterro/kingston”, primeira quinzena de julho. a ideia é lançar mais um single, o quarto, em setembro, boas prévias, vem um disco com dez, dentro dessas quatro vão chegar mais seis, já gravei o quinto, trabalhando mais dois pra lançar o terceiro disco em novembro, fazendo de duas em duas, primeiro disco com nome de zux, produção do manguemix, temos uma sinergia legal, a minha identidade musical fico bem satisfeito com a entrega desde o começo, cada trabalho fazemos com muita leveza, é um grande produtor, tornou-se, começamos engatinhando, fui o primerio artista a trabalhar com o cleo, hoje temos uma dinâmica mais ao natural, manguemix é meu produtor musical. vou trabalhar com outros produtores também, faz parte do crescimento artistico. é um trabalho que vem dando certo, frutos.
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Zux, anteriormente conhecido como Jezux Raggaman, é músico, compositor, gestor cultural e líder comunitário com uma trajetória marcada pelo engajamento social e pela força da música como ferramenta de transformação. Com raízes fincadas na cultura reggae, no ragga e na essência do hip hop, Zux traz à tona em suas obras uma sonoridade afro-brasileira que carrega identidade, resistência e positividade.
Iniciou sua caminhada na música em 2002 como vocalista da banda Jaws, e desde então, vem trilhando um percurso independente e autoral. Lançou dois álbuns solo: “Da Raiz ao Solo” (2016) e “Sempre em Movimento” (2023), ambos com letras que refletem consciência social, espiritualidade, cotidiano periférico e a busca por evolução interior.
No campo cultural, foi diretor de cultura da CUFA/SC (Central Única das Favelas) em 2009 e 2010, ano em que representou Santa Catarina na Conferência Nacional de Cultura. É também integrante e diretor cultural da ACOP (Associação Comunitária de Picadas do Sul), onde atua ativamente na articulação de projetos comunitários e ações de base.
Zux já dividiu palco com grandes nomes da música nacional como Natiruts, Charlie Brown Jr., Mato Seco, Ponto de Equilíbrio, Maskavo, Ultramen e Cpm 22, além de apresentações em shows internacionais com Julian Marley e Israel Vibration.
A mudança de nome artístico de Jezux Raggaman para Zux marca uma fase de reconstrução, amadurecimento e foco em uma nova estética sonora e visual, mantendo firme o compromisso com a verdade, a lírica afiada e a missão artística de sempre: promover reflexão, liberdade de expressão e transformação através da música e da poesia.
Atualmente, Zux trabalha no lançamento de novos singles e na pré-produção de seu terceiro disco além de liderar a criação de um selo musical independente que fortalece a cena alternativa e periférica. Zux vive, respira e acredita na arte como caminho de cura, consciência e conexão.
Composição: ZUX
Produção Musical: Mangue Mix
Selo Musical: Vira Lata Records
Produção Áudiovisual – Think Produtora
Direção: Calu Müller

