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Foto: Elisa Imperial
O segundo volume de “Temple of Trees”, lançado em 29 de junho nas plataformas digitais, é um marco na trajetória do músico Daniel Arena, que teve início em 2017, com o álbum instrumental “Libértula”. Pela primeira vez, o artista apresentou um trabalho com todas as faixas em português (são três canções). Desde 2024, quando gravou a sua “O tempo e o navegar” e “Uma segunda”, de Léo Marelua, para o EP “Europa”, o cantor e compositor vem experimentando escrever para além do inglês — a parte um de “Temple of Trees” traz “Torre de Babel”, parceria com Jean Mafra, que tem letra em português e espanhol. O encerramento do projeto está previsto para outubro, com quatro temas instrumentais com foco no Weissenborn (violão slide havaiano), incluindo um dueto com Drigo Ribeiro, e guitarra solo.
“The Temple of Trees, Vol. II” também registra a parceria com Laura Tereza, de Chapecó, que já participou de algumas edições do “Folk no Jardim”, evento itinerante criado por Arena para difundir o gênero em Florianópolis. A cantora e compositora participa da faixa “Te espero”, que teve produção de Léo Marelua. “A gente sempre teve essa parceria no palco e chamei ela para gravamos juntos. É uma música romântica com uma produção mais simples, com o Weissenborn, aquele lap steel que eu toco, e vozes”, comentou o artista. Além desse projeto, o músico está preparando o lançamento de uma música em inglês e também um blues para esse ano. Em contato com o Rifferama, Daniel Arena falou sobre a estética do EP “The Temple of Trees, Vol. II” e informou que planeja fazer um álbum completo com letras em português para 2027.
— A ideia desses três volumes é não ter muita produção. “A última chuva daquele verão” é uma música mais cinematográfica, tem algumas texturas, e “Pobre Ana” parece uma história contada por um bardo ou repentista, só violão e voz, ela tem um dedilhado típico do folk chamado “Travis Picking”. É a primeira vez que lanço três músicas escritas totalmente em português. É um desafio, estou conseguindo manter a minha identidade musical e artística mesmo largando as letras em inglês. É muito gratificante poder ver como isso toca as pessoas de uma forma diferente. Estou bem animado com essa nova fase e acho que esse ano será bem bacana ter esses lançamentos. Em outubro sai o terceiro.

