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Ojizzy resgata álbum pré-streaming e planeja volta por cima

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Arquivo Rifferama

Fenômeno da Internet, Ojizzy quer mais do que visualizações (2022)


Foto: Jô Castro

Ojizzy, O Mago, nome artístico do produtor Osvaldo Cândido da Silva Neto, transformou o talento para criar beats no seu ganha pão. Com milhões de visualizações dos seus vídeos, principalmente no TikTok, onde tem mais de 500 mil seguidores, o artista de Joinville também é responsável pela parte autoral das músicas da da Pichau, a maior rede de E-Commerce gamer da América Latina, e oferece o serviço de jingles e branding sonoro para marcas nas suas redes sociais. Mas as coisas nem sempre foram fáceis para Ojizzy, que vive um momento de retomada da carreira, com dois objetivos: o lançamento de novos materiais e a volta aos palcos. No dia 15 de agosto, o cantor e compositor divulgou “Músicas que fiz em 2013”, um álbum que fez barulho na época em que o streaming ainda não tinha chegado ao Brasil — o Spotify começou a operar no país em maio de 2014, por exemplo.  

Nos últimos anos, o músico vem passou por algumas dificuldades que o fizeram focar mais na criação de conteúdo e na produção para outros artistas do que no seu trabalho autoral. Em 2023, Ojizzy sofreu um acidente enquanto estava de passageiro em um carro de aplicativo em que teve de usar cadeiras de rodas por meses, levando um ano para se recuperar. O single “Lei áurea” saiu em 2024, mesmo ano em que perdeu o pai. “Após me recuperar, veio mais uma bomba. Meu pai adoeceu e fiquei mais dois meses no hospital com ele até que ele veio a falecer. Foi um baque. O meu pai era meu melhor amigo e maior apoiador dos meus projetos”, afirmou. No ano passado, Ojizzy teve vários vídeos e áudios virais. Em contato com o Rifferama, o produtor musical falou sobre a sua volta por cima e a decisão de fazer o lançamento de “Músicas que fiz em 2013”.

— Ano passado foi uma parada muito aleatórias de criar vídeos para o Instagram e áudios virais, como o “Off the King the Power the Trap”, que estourou e me tornou o artista mais ouvido por 48 horas no Instagram, foi febre. Em 2013 fiz umas músicas que foram sucesso, mas na época ainda não existia o Spotify, então foram músicas que fizeram sucesso em pendrive, o pessoal pegava as músicas e ia distribuindo. Achei essas músicas e fiz um álbum só para fermentar até os próximos lançamentos, como o meu álbum que já está pronto e se chama “Um maluco em pedaços” e também músicas voltadas ao jogo Need for Speed Underground 2. Após esses lançamentos eu retorno aos palcos. Hoje não faço mais parte de nenhuma gravadora ou produtora, estou focado em fazer beats e músicas para as marcas e continuar lançando as minhas e videoclipes.

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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