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Zux mantém essência com novo nome artístico e terceiro álbum

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O single “Chegô ligado”, que teve o videoclipe divulgado no dia 27 de maio (a faixa foi lançada em novembro de 2025 nas plataformas digitais), apresentou duas novidades. A primeira é a mudança de nome artístico do cantor e compositor Jezux Raggaman para Zux. A segunda é que a música produzida no estúdio Mangue Mix, em Florianópolis, por Cléo Borges (Iriê), inaugurou o selo Vira-Lata Records, nova empreitada do artista, que trocou de alcunha, mas manteve a essência. “Não sou mais raggaman, mas estou cada vez mais ragga. Meu DNA, minha digital musical sempre será o raggamuffin, o dancehall, bebendo da fonte do reggae, que é o olho d’água”, explicou Zux, que em fevereiro apresentou mais um single, “Se é pra ser será”, e está trabalhando em mais uma faixa, “Desterro/Kingston”, prevista para sair em julho.

A ideia do clipe de “Chegô ligado”, dirigido por Lucas Müller, da Think Produtora, é demonstrar a importância da cultura para a cidade. As imagens foram feitas em duas ocasiões diferentes, numa segunda-feira à noite qualquer e durante a Maratona Cultural do ano passado, explorando o contraste entre as ruas vazias e o Centro Leste pulsando através da arte. Para além do nome, esse reposicionamento na carreira do cantor e compositor visa explorar outras estéticas que serão percebidas no show que está preparando e também no terceiro álbum, sucessor de “Da raiz ao solo” (2016) e “Sempre em movimento” (2023). O artista deve soltar mais um single em setembro antes de entregar o registro completo, que deve ter dez faixas, até o fim de 2026. Em contato com o Rifferama, Zux falou sobre esse novo momento.

— (A mudança de nome) é interessante no sentido de me desvincular dos rótulos, deixar que a arte fale. Tenho muita coisa para lançar, muitas ideias e experiências a fazer, sempre com essa raiz e diretriz. Estou passando por um amadurecimento artístico e musical, quero fazer muitas coisas ainda nessa linha do ragga, mas estou trabalhando em experimentos. Se eu quiser fazer um disco de MPB, por quê não? A vida artística é assim e traz esse caminho, a gente tem que ter coragem para mudar. “Chegô ligado” mostra bem esse novo ciclo, é um recomeço, mais afiado, estou firmando o meu pertencimento com orgulho, mas criticando sem avisar. Dentro dessas quatro que vão chegar tenho mais seis para lançar o disco em novembro. Estou fazendo de duas em duas, com produção do Mangue Mix. Temos uma sinergia legal, fazemos cada trabalho com leveza. Fui o primeiro artista a trabalhar com o Cléo e hoje temos uma dinâmica natural.

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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